Ônibus sumiram, a PF apareceu
Enquanto o Brasil contava votos, Sergipe contabilizava filas e ônibus que pareciam ter pedido licença eleitoral. A Polícia Federal instaurou inquérito sobre possíveis irregularidades no transporte durante o segundo turno. A Justiça Eleitoral precisou intervir. Na política, a promessa chega pontualmente; o coletivo, nem sempre.
O voto é um direito constitucional, não um prêmio para quem vence uma maratona rodoviária. Foi desorganização, falha operacional ou tentativa deliberada de dificultar a votação? A PF deverá esclarecer. Suspeita não é condenação, mas também não pode virar desculpa para esconder as perguntas.
Quem organizou o serviço precisa abrir as planilhas, não apenas o guarda-chuva das justificativas. Quantos veículos estavam previstos? Quantos circularam? Houve cumprimento integral da ordem judicial? Sem números, nota oficial corre o risco de parecer propaganda de ônibus: promete conforto e deixa o passageiro esperando.
Também é preciso saber quantos sergipanos chegaram tarde ou sequer conseguiram votar. Se houver responsabilidade, que seja apurada com provas e direito de defesa. Democracia não admite culpados escolhidos por torcida, nem permite que o direito ao voto fique condicionado à sorte na fila.
Em Sergipe, desculpa política costuma andar mais depressa que transporte coletivo. Desta vez, operadores e autoridades devem explicações concretas. A democracia não termina na urna: começa quando o eleitor consegue chegar até ela. E ninguém deveria precisar de decisão judicial para encontrar um ônibus no caminho do voto.
A torneira votou contra. Georgeo Passos cobrou regularidade no abastecimento de água em Sergipe. Disse que recebeu queixas de moradores da capital e do interior. A conta, segundo o deputado, chega com pontualidade invejável. Já a água parece estar cumprindo agenda em outro município.
Água com oposição. Linda Brasil também levou à Assembleia as falhas no fornecimento de água. A cobrança ganhou companhia de Georgeo Passos, apesar das diferenças políticas. Quando a torneira seca, esquerda e direita descobrem o mesmo problema. O eleitor, enquanto isso, só quer tomar banho.
O verão vem aí. Georgeo alertou para os riscos de desabastecimento com a aproximação do verão. A preocupação é concreta e merece resposta técnica da concessionária. Por aqui, o calor já é garantido; a água, nem tanto. O sergipano prefere verão na praia, não no balde.
Conta sem sede. A cobrança parlamentar à Iguá expôs um contraste conhecido pelos consumidores. A fatura tem endereço certo, mesmo quando a torneira passa vergonha. Cabe à concessionária esclarecer interrupções, prazos e soluções. Transparência também deveria correr pela rede, não apenas pelo boleto.
Governador festejado. Jorginho Araújo celebrou na Alese a força política de Fábio Mitidieri após a eleição. Destacou sua articulação na campanha presidencial em Sergipe. No plenário, o elogio chegou com música de vitória imaginária. A população aguarda que a força se transforme em serviço.
São Cristóvão na fala. Paulo Júnior também ressaltou investimentos federais em São Cristóvão. O pronunciamento ligou o resultado eleitoral à agenda de entregas. A cidade histórica conhece bem o peso das promessas. Melhor ainda quando elas ganham rua, escola e atendimento.
A escola centenária. Garibalde Mendonça homenageou os 156 anos do Atheneu Sergipense. Relembrou sua trajetória de ex-aluno da tradicional instituição. No plenário, a história da educação ganhou merecido destaque. Nota boa agora é manter a escola pública respeitada.
Poluição na pauta. Linda Brasil denunciou problemas ambientais envolvendo os rios Piauí e Piauitinga. A deputada também mencionou áreas de maré em Estância. Água suja é assunto que não cabe só em discurso bonito. O meio ambiente não vota, mas a população atingida vota.
Pauta verde, cobrança real. A cobrança ambiental na Alese pede fiscalização e informação pública. Denúncia parlamentar não equivale, por si só, a irregularidade comprovada. A boa política investiga antes de sentenciar. O rio agradece menos espetáculo e mais análise de água.
A urna virou relatório. O TRE-SE divulgou os relatórios oficiais de totalização do segundo turno. Os documentos detalham comparecimento, abstenção e votos. É a papelada necessária para encerrar a disputa com números. A urna fala por boletim, não por áudio de grupo.
TCE na educação. O Tribunal de Contas sediou reunião do Pacto pela Educação, ontem, terça-feira. O encontro avançou no debate sobre premiação e educação inclusiva. Fiscalizar resultados exige muito mais que carimbar planilhas. E aluno não aprende por despacho administrativo.
O mel sob lupa. O Ministério Público de Sergipe divulgou fiscalização no comércio de mel em Aracaju. A ação examinou procedência, rotulagem e condições de venda. O objetivo é proteger consumidores de irregularidades. Em terra de discurso açucarado, até o mel precisa de prova.
Doce fiscalização. A inspeção coordenada pelo MPSE mostra a importância da vigilância de produtos alimentícios. Não há razão para presumir culpa de estabelecimentos sem resultado oficial. O consumidor quer qualidade, não susto na prateleira. Mel bom é aquele que passa na análise, não na propaganda.
Byron pede respeito. Sargento Byron defendeu respeito ao resultado das urnas no plenário municipal. Aproveitou para cobrar políticas voltadas a pessoas com nanismo. A pauta mistura convivência democrática e inclusão. Respeitar diferenças deve ser regra, não cerimônia.
Orçamento para incluir. Byron lembrou a importância de prever recursos para direitos das pessoas com deficiência. Sem orçamento, política pública costuma ficar só no microfone. Inclusão precisa de metas, acesso e continuidade. A boa intenção, sozinha, não passa na catraca.
Thannata levanta voz. Thannata da Equoterapia pediu atenção aos direitos de pessoas com doença falciforme. Cobrou diagnóstico precoce, acolhimento e políticas públicas. O tema exige cuidado, sem piada sobre sofrimento humano. A graça da política é quando ela finalmente faz o que promete.
Sonia pede cuidado. Sonia Meire destacou a conscientização sobre a doença falciforme. Lembrou iniciativa legislativa municipal e proposta ainda aguardando votação. É pauta de saúde que precisa sair do papel. Projeto parado não oferece consulta a ninguém.
Escola de portas abertas. Emília Corrêa inaugurou a Escola Municipal Monsenhor Carvalho no bairro 17 de Março. A Prefeitura informou investimento superior a R$ 7,2 milhões. A unidade conta com salas, biblioteca, laboratório e quadra. Agora o desafio é fazer a estrutura render aprendizagem.
Quatorze salas. A nova escola municipal dispõe de 14 salas de aula e espaços de apoio pedagógico. É uma entrega concreta anunciada pela gestão de Aracaju. Parede bonita ajuda, mas educação depende também de gente e método. A régua final será o aprendizado das crianças.
Servidor aprende. A Prefeitura de Aracaju divulgou ações de capacitação pela Escola de Governo. A ideia é melhorar gestão e atendimento ao cidadão. Curso de servidor público não pode virar certificado enfeitando gaveta. O teste de verdade é no balcão, diante da população.
Socorro de olho. A Prefeitura de Nossa Senhora do Socorro anunciou programa habitacional com 384 unidades, divulgado no último dia 26. As inscrições seguem abertas conforme calendário do município. É assunto relevante para vereadores e moradores cobrarem critérios claros. Casa popular precisa de fila justa, não de padrinho influente.




