Suely Barreto deixou a vice. Acácio Cardoso, Marquinhos Fontes e Natali da Saúde abandonaram a disputa federal. Não foi uma desistência isolada, mas uma debandada justamente entre aqueles que receberam zero do fundo eleitoral. Emanuel Cacho queria comandar uma federação, mas não conseguiu convencer seus próprios candidatos de que existia campanha além da fotografia oficial.
Enquanto Débora Cristiane recebeu R$ 75 mil, Zoya R$ 20 mil, Tony dos Ambulantes R$ 15 mil e Jeanne Lima R$ 3 mil, outros receberam apenas silêncio. O problema não é somente a diferença dos valores. É a ausência de um critério público capaz de explicar por que alguns ganharam combustível e outros foram convidados a empurrar o carro.
O próprio Cacho recebeu R$ 80 mil para concorrer ao Governo. Como presidente estadual, não pode posar de figurante quando chega a hora de explicar a distribuição. Se a decisão foi nacional, apresente os documentos. Se havia critérios, revele-os. Liderança não consiste em aparecer para receber a faixa e desaparecer quando começam as cobranças.
Até agora, não há prova para falar em crime. Há, porém, material de sobra para falar em fracasso político, abandono e incompetência administrativa. Emanuel Cacho quis ser maestro, mas a banda se desfez antes do primeiro refrão. No fim, sua campanha não passou de uma grande fanfarra: fez barulho, chamou atenção e deixou os candidatos sem dinheiro, sem direção e sem música para tocar.




