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CÂMARA DE VEREADORES DE ARACAJU – PL 108/2025

A novela dos ônibus elétricos e os personagens principais desse capítulo

Entre planilhas ausentes, discursos otimistas e votos guiados mais pela fé que pelos fatos, a Câmara de Aracaju aprovou o Projeto de Lei 108/2025, autorizando um empréstimo milionário para a aquisição de 30 ônibus elétricos, carregadores e uma usina de energia. O projeto, vendido como símbolo de modernização e sustentabilidade, dividiu o plenário entre os que cobraram método e os que preferiram a máxima do “confia e vai”.

Na votação de ontem, terça-feira, dia 25, escancarou dois movimentos claros: de um lado, a base governista que tratou a autorização do crédito como um ato de boa vontade — muitas vezes sem exigência de garantias, dados técnicos ou sequer o nome do banco. De outro, uma oposição que tentou, sem sucesso, frear a pressa e exigir que a casa do povo votasse com responsabilidade fiscal, e não no escuro.

Figuras políticas trocaram de papel com desenvoltura. Ex-críticos viraram articuladores entusiasmados. Defensores do planejamento foram tratados como empecilhos à inovação. Em meio a tudo isso, Aracaju autorizou mais uma dívida — dessa vez, com promessas elétricas e certezas pendentes.

A seguir, o capítulo mais recente dessa novela legislativa, com os protagonistas que decidiram o futuro da mobilidade na capital — uns com planilhas, outros com aplausos. E quase todos com discursos embalados no marketing da mudança. Vamos nesse resumão:

“Isac Silveira muda de rota: de crítico ferrenho a defensor automático do Executivo” – Na sessão de ontem, terça-feira (25), Isac afirmou que “a ausência de dados não inviabiliza a votação” e que seria necessário “superar o viés economicista” da oposição. O mesmo vereador que outrora cobrava transparência e previsibilidade fiscal, agora lidera uma base que aprovou um empréstimo de alto valor sem garantir clareza sobre as condições de quitação da dívida pública. Isac ainda apresentou duas emendas que foram aprovadas: uma delas prevê que o Executivo envie à Câmara, até 60 dias após a assinatura do contrato, as informações que deveriam, segundo ele mesmo defenderia no passado, anteceder qualquer aprovação. A outra emenda apenas confirma a vigência imediata da lei. O voto favorável de Isac Silveira consolidou sua posição como principal articulador da prefeita Emília Corrêa na Câmara. A mudança de postura, no entanto, gerou comentários nos bastidores e nas redes sociais. Parlamentares da oposição apontaram incoerência e oportunismo político. “O Isac que exigia planilhas virou o Isac que assina de olhos fechados”, resumiu um dos vereadores contrários ao projeto, em tom de crítica. A oposição tentou, sem sucesso, aprovar emendas que exigiam, por exemplo, certidões negativas das empresas beneficiadas e transparência tarifária. A base, liderada por Isac, rejeitou as propostas sob justificativa de “não engessar o projeto”. Com a votação, Aracaju autoriza um novo endividamento em nome da modernização do transporte público. Já a quitação da dívida, essa, ficou para o futuro – e para a próxima gestão.


Elber Batalha mantém coerência: da oposição crítica à defesa técnica do interesse público –  O vereador Elber Batalha reafirmou seu lugar como uma das vozes mais coerentes, técnicas e independentes do parlamento. Reconhecido por sua atuação firme e fiscalizadora desde os tempos da gestão Edvaldo Nogueira, Elber não mudou de rota: continuou cobrando dados, planejamento e eficiência, independentemente de quem esteja no comando do Executivo.  O líder da oposição foi direto ao ponto: “Quem disse que os ônibus seriam doados por 10 anos em comodato para as empresas foi o superintendente da SMTT. O dinheiro público deve ser aplicado com eficiência, com melhor retorno para o usuário. O que é melhor: 30 ônibus elétricos ou 200 ônibus?” Elber apresentou uma série de emendas para proteger o interesse público: exigência de retorno dos ônibus ao município após o comodato, criação de conta vinculada, planilha de custos separada e mais transparência via Conselho Municipal de Transporte. Quase todas foram rejeitadas pela base governista — exceto uma: a obrigatoriedade de previsão orçamentária para pagamento da dívida. A postura de Elber chamou atenção não apenas pelo conteúdo das propostas, mas pela firmeza em não se render à lógica da aprovação a qualquer custo. Nos bastidores, sua atuação tem sido vista como um contraponto necessário ao rolo compressor da base aliada da prefeita Emília Corrêa. Enquanto outros vereadores flexibilizam princípios em nome da governabilidade, Elber permanece alinhado ao que sempre defendeu: dados antes de decisões, responsabilidade fiscal antes de manchetes e transparência como regra — não exceção. Como disse um parlamentar veterano, em off: “O Elber que cobra planilhas é o mesmo Elber que vota com planilhas. E isso, em ano eleitoral, é quase um milagre.” Com a votação, Aracaju autorizou mais uma dívida milionária. Mas o alerta ficou registrado em ata — e na consciência de quem ainda assiste à política com olhos abertos.

Sônia Meire cobra método: “Isso é gestão pública, não TED Talk” –  -A vereadora Sônia Meire foi uma das poucas vozes a frear o atropelo da base governista com uma palavra que parece fora de moda: método.

Mesmo favorável à mudança da matriz energética, Sônia alertou que transição sustentável não se faz no improviso e questionou diretamente a ausência de dados que sustentem o projeto. Em tom firme, cobrou estudos técnicos, projeções financeiras e justificativas reais para o valor milionário que a Prefeitura pretende tomar emprestado. “Uma pauta tão séria como essa não pode sucumbir diante da verdadeira realidade. Coragem não pode ser usada para atropelar o método. Como se chegou ao valor de R$ 161 milhões? Qual é a projeção do valor das usinas? Por que votar isso antes da licitação? Nem sabemos se a passagem vai cair”, afirmou a parlamentar. Sônia defendeu o envio de um novo projeto, mais completo, e apresentou emendas voltadas à transparência e ao controle do uso dos recursos públicos. Votou contra a proposta, mantendo uma postura crítica, mas alinhada à responsabilidade fiscal e à coerência técnica. Nos bastidores, sua fala repercutiu como uma tentativa de reverter o “piloto automático” da base, que parece ter optado por acelerar sem freio rumo à dívida pública. Enquanto o discurso emocional ganhava espaço, Sônia foi a voz da razão – mesmo que isso custasse votos e aplausos. Porque não se muda a cidade com discurso inspirador e sem planilha. Isso é gestão pública, não TED Talk.

Iran Barbosa questiona legalidade e dispara: “Ninguém em sã consciência toma empréstimo sem saber quanto vai pagar” – O vereador Iran Barbosa foi direto ao ponto ao denunciar o vício processual e a temerária pressa com que a base governista tentou empurrar o empréstimo milionário para dentro do orçamento de Aracaju. Com olhar jurídico e responsabilidade fiscal, Iran destacou que o projeto foi apresentado sem informações mínimas, como taxa de juros, prazos de amortização, período de carência ou sequer qual banco irá fornecer o crédito. “Quero falar com o povo de Aracaju, que é quem vai pagar esse empréstimo: quem, em sã consciência, autoriza que alguém tome um empréstimo sem saber as condições?”, questionou o parlamentar, alertando que nem o rito legislativo foi respeitado por completo. Iran foi um dos principais nomes a alertar para os riscos fiscais e jurídicos da proposta. Votou contra o projeto e reforçou que discutir modernização do transporte não pode ser desculpa para aprovar dívidas no escuro. Nos corredores da Câmara, sua fala repercutiu como um freio de emergência numa base governista que parecia decidida a acelerar com farol fechado. O banco nem disse quanto vai cobrar, mas a Câmara já sacou o cheque. Isso não é ousadia — é insanidade contábil.

Camilo Daniel denuncia maquiagem verde no caos do transporte – O vereador Camilo Daniel criticou duramente o que chamou de “cortina de fumaça” criada pelo Executivo ao propor a renovação de apenas 30 ônibus numa frota que ultrapassa os 480 veículos em circulação. Para ele, o foco do debate deveria ser uma política pública real de mobilidade — e não um projeto pontual com apelo midiático. “O principal debate aqui não é a renovação da matriz energética. A principal questão é que esse projeto se torna uma cortina de fumaça para não discutir os pontos que a cidade precisa. Os ônibus dessa cidade quebram toda hora, em cada esquina”, disparou. Camilo lembrou que a cidade segue sem um plano de mobilidade urbana, sem metas, sem prazos e sem planejamento integrado. Para ele, o Executivo tenta “maquiar o colapso” com uma medida isolada que não resolve o problema estrutural do transporte público. Votou contra o projeto e propôs emenda exigindo certidões negativas das empresas beneficiadas, barrando o repasse de recursos públicos a quem esteja irregular — mas a base governista rejeitou. Enquanto a cidade enfrenta um colapso no transporte coletivo, o governo aposta em 30 ônibus como solução mágica. Para Camilo, isso não é política pública — é maquiagem verde no caos

Rodrigo Fontes apela ao verde e vira o embaixador informal da COP 30 – O vereador Rodrigo Fontes defendeu o projeto com entusiasmo ambiental, destacando os benefícios ecológicos da substituição da frota por ônibus elétricos. Com dados sobre emissão de carbono e comparações com reflorestamento, Fontes tentou redirecionar o foco do debate para a pauta climática. “Esses 30 ônibus evitam diversas toneladas de CO. Equivalem ao plantio de 25 mil árvores. O trabalhador vai sentir esses benefícios na pele, pois haverá uma redução do valor da passagem. Estamos próximos da COP 30. Não podemos ir contra o meio ambiente”, declarou. Fontes votou a favor do projeto e foi um dos principais defensores da ideia de que a iniciativa pode, futuramente, baratear o transporte público. Também minimizou as críticas sobre ausência de dados financeiros, argumentando que o projeto sugere os bancos e promete escolher o de maior vantagem econômica. Apesar de não responder com clareza sobre prazos, juros ou a real queda na tarifa, Rodrigo Fontes apostou no apelo verde para justificar o empréstimo milionário. Não se sabe quem vai pagar nem quanto será pago — mas, segundo ele, pense nas árvores. E na COP 30.

Fábio Meireles aposta na boa vontade e adota o ‘vale a intenção’ como critério de voto – O vereador Fábio Meireles reconheceu que o projeto não resolve o problema do transporte em Aracaju, mas, ainda assim, defendeu seu voto favorável com base no esforço da gestão municipal e na parceria com o governo federal. “O presidente Lula, com essa nova modalidade presente no PAC, vai resolver o problema da cidade? Não! E, mesmo assim, estamos valorizando a ação. Devemos desmerecer a intenção da prefeita?”, questionou em plenário. Fábio votou a favor do projeto e rejeitou emenda que buscava proteger a execução orçamentária da dívida, deixando de garantir uma salvaguarda para as futuras gestões. Em vez de se apegar a dados concretos ou retorno financeiro, preferiu destacar a “boa fé” da proposta e o alinhamento com o Executivo federal. Na prática, Meireles defendeu que boas intenções já seriam suficientes para autorizar um endividamento milionário. Pode não ser o melhor projeto — mas, segundo ele, vale premiar a boa vontade. Mesmo que a conta venha depois.

Levi Oliveira defende o ‘primeiro passo’, mesmo sem saber a direção – O vereador Levi Oliveira seguiu o coro da base e defendeu o projeto como um início simbólico de mudança no transporte público da capital. Reforçou que a proposta trata de um pacote objetivo — ônibus, carregadores e uma usina — e que o importante agora é começar. “Estamos discutindo apenas o projeto, que são 30 ônibus elétricos, com carregadores e usina. Devemos dar o primeiro passo para a mudança”, disse durante a votação. Levi votou a favor da matéria e repetiu o bordão já desgastado entre os governistas: “vamos dar o primeiro passo”. Não apresentou dados, nem exigiu projeções ou garantias. Apenas a crença de que o segundo passo virá — eventualmente. Para o vereador, a prioridade é andar. Mesmo que ninguém saiba onde fica o destino. A gente anda primeiro, pergunta onde tá depois. Simbora

Maurício Maravilha adota o “confia e vai” como método de gestão pública – O vereador Maurício Maravilha votou a favor do projeto confiando na boa intenção do Executivo e apostando no impacto positivo para a população. Sem se aprofundar nos detalhes técnicos, garantiu que a medida vai tornar Aracaju mais sustentável e melhorar a vida do povo. “A prefeita só está solicitando a aprovação do crédito, e não estamos colocando os carros na frente dos bois. Esse projeto melhora substancialmente a vida dos aracajuanos e, por isso, vou votar favorável ao projeto. Essa é uma pauta sobre tornar nossa cidade sustentável”, afirmou. Com discurso otimista e sem cobrar informações sobre juros, prazos ou impacto financeiro, Maurício incorporou o espírito “confia e vai” da base. Deixa o crédito entrar que depois a gente acerta os detalhes com Deus e o banco.

Pastor Diego resgata o “já fizemos isso antes” como justificativa técnica – O vereador Pastor Diego votou a favor do projeto alegando que procedimentos semelhantes já foram adotados em gestões anteriores, sem exigências como planilhas detalhadas ou critérios explícitos de contratação. Citou como exemplo a administração de Edvaldo Nogueira, afirmando que, naquela época, também não houve questionamentos sobre a especificação dos bancos envolvidos. “A escolha será feita com base na melhor taxa econômica. Já aprovamos projetos nesta Casa, na época do prefeito Edvaldo Nogueira, e não houve essa exigência”, declarou durante a sessão. Além de defender o modelo atual, Diego teve papel decisivo na Comissão que rejeitou uma emenda que exigia certidões negativas das empresas participantes. Também liderou a linha de frente na rejeição das emendas propostas pela oposição. Sem apresentar dados ou solicitar garantias, Pastor Diego apelou ao argumento do histórico: se no passado foi assim, por que mudar agora? Reforçou o espírito do “já fizemos isso antes”, mesmo que o “isso” nunca tenha funcionado direito.

Moana Valadares transforma promessa de campanha em cheque em branco – A vereadora Moana Valadares votou a favor do projeto defendendo que apoiar a proposta do Executivo é uma forma de respeitar a vontade popular expressa nas urnas. Para ela, cumprir promessas de campanha não é capricho, é obrigação — e cabe ao Legislativo apenas viabilizar esse cumprimento. “O cumprimento de promessas de campanha não é um capricho, e sim uma questão de respeito com o povo aracajuano. A população elegeu a prefeita Emília, e cabe a nós, como representantes do povo, honrar essa escolha”, afirmou no plenário. Sem mencionar os detalhes do crédito, os impactos financeiros ou critérios técnicos de execução, Moana usou o argumento eleitoral como aval para o pacote. Votou com base na confiança política, sem cobrar garantias operacionais. Na prática, assumiu a lógica do “quem ganhou governa, quem perdeu que critique”. E assim, a promessa virou plano, o plano virou projeto, e o projeto passou — sem perguntas demais.

Thannata da Equoterapia – A Otimista da Mobilidade Elétrica – A vereadora Thannata da Equoterapia votou a favor do projeto com entusiasmo e foco na pauta ambiental. Em sua fala, destacou o papel do Brasil como potencial líder global em mobilidade elétrica e defendeu que Aracaju não pode ficar para trás nesse processo. “O Brasil tem um grande potencial em se tornar um líder global em mobilidade elétrica, e Aracaju não podia ficar para trás. Me sinto honrada em fazer parte desse processo, e que bom que estamos dando o primeiro passo”, afirmou durante a votação. Thannata parabenizou a proposta e reforçou a importância de dar início à transição energética no transporte público. Sem abordar aspectos técnicos, financeiros ou operacionais do projeto, seu voto foi guiado pela confiança na pauta ambiental e na inovação como motor de mudança.

SGT. BYRON – O Declarado Voto Político – O vereador Sgt. Byron foi direto ao justificar seu apoio ao projeto: assumiu que seu voto foi político, baseado na confiança pessoal na prefeita Emília, e não em critérios técnicos ou análises detalhadas. “Estamos confiando que a prefeita fará o que for preciso para realizar a troca de frota, então esse meu voto é político”, afirmou em plenário. Sem recorrer a explicações técnicas ou dados sobre o impacto do projeto, Byron deixou claro que seu posicionamento está alinhado ao Executivo, reforçando a relação de apoio institucional à gestão atual.

Lúcio Flávio – O Defensor do Esclarecimento Técnico – O vereador Lúcio Flávio votou a favor do projeto e utilizou seu tempo de fala para rebater críticas da oposição, pedindo mais responsabilidade no debate. Apontou o que considera distorções na interpretação da proposta e defendeu que o projeto está sendo mal compreendido. “Precisamos ter mais responsabilidade na discussão desse tema. A população reclama sobre o transporte e a saúde. Qual é a polêmica desse projeto?”, questionou. Lúcio destacou que a Câmara está, sim, discutindo o modal, e negou que haja doação de ônibus: segundo ele, trata-se de patrimônio tombado, com previsão de devolução pelas empresas. Também afirmou que os R$ 161 milhões não são apenas para aquisição de ônibus, mas englobam também carregadores e a usina de energia. Reforçou ainda que o ônibus elétrico seria autossustentável financeiramente, por ter capacidade de se pagar ao longo do tempo. Com um discurso voltado a esclarecer e desarmar argumentos contrários, Lúcio se posicionou como um defensor técnico da proposta, alinhando-se ao governo, mas buscando diferenciar sua fala com foco em explicações e correções de narrativa.

Vinícius Porto – O do Aceno Silencioso – O vereador Vinícius Porto parabenizou o projeto e votou favoravelmente, acompanhando a base governista sem apresentar questionamentos ou sugestões de ajustes. Durante a sessão, não abordou aspectos técnicos, financeiros ou operacionais da proposta. Limitou-se a reforçar o apoio político, mantendo o tom positivo e aderindo à narrativa do “avanço para a cidade”. Seu gesto no plenário foi claro: um aceno de aprovação e o voto no sim, sem entrar nos detalhes.

Ao fim da sessão, o que se aprovou não foi apenas um empréstimo — foi uma demonstração explícita de como a política local trata o interesse público: com discursos inflamados, pouca exigência técnica e uma pressa que beira a imprudência administrativa. A promessa de uma cidade mais sustentável virou o verniz verde que cobriu a ausência de garantias básicas. E enquanto o Executivo se compromete com um investimento de R$ 161 milhões, a Câmara preferiu confiar — no futuro, no discurso e, principalmente, na popularidade da pauta. Restaram perguntas sem resposta:Qual a taxa de juros? Quem é o banco? Quanto essa dívida vai custar à próxima gestão? E, principalmente: quantos desses ônibus ainda estarão rodando quando a conta chegar?

A maioria dos vereadores escolheu a rota do “confia e vota”, enquanto poucos insistiram no caminho da transparência e do planejamento. O resultado é um projeto aprovado com base na intenção, não na execução. Aracaju vai, sim, dar o “primeiro passo” rumo à mobilidade elétrica. Mas deu esse passo de olhos vendados — torcendo para que o segundo não seja num buraco.

No teatro legislativo, cada um desempenhou seu papel. Alguns com coerência. Outros com conveniência. E todos sob os holofotes de um tema que deveria ser técnico, mas virou espetáculo. Porque aqui, até ônibus elétrico vira combustível pra narrativa

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