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Câmara de Socorro: vereadores votam as próprias digitais e clima esquenta com aprovação das contas de Fábio Henrique e Zé Franco

Na teoria, era só mais uma votação técnica. Na prática, virou palco de fogo cruzado, revanchismo e egos inflamados. A Câmara de Vereadores de Nossa Senhora do Socorro aprovou, em sessão recente, as contas dos ex-prefeitos Fábio Henrique e Zé Franco — mas o que era pra ser protocolo virou ringue político.

Quem vota em quem já serviu

O detalhe mais revelador (e constrangedor) passou quase despercebido: cerca de 70% dos vereadores atuais já participaram das gestões dos próprios ex-prefeitos em votação. Ou seja, muitos estavam ali analisando contas que, direta ou indiretamente, ajudaram a construir. Transparência, nesse caso, virou um conceito meio nebuloso.

No final, as contas foram aprovadas — como era de se esperar. Mas o que incendiou o plenário foram os embates públicos que revelaram as rachaduras internas da Casa.

Eliel x o líder de Samuel: troca de farpas, sem filtro

Entre os episódios mais tensos, o vereador Eliel Felipe bateu de frente com o líder de Samuel, figura de confiança do atual grupo governista. A troca de farpas foi direta, sem panos quentes. De um lado, Eliel questionava posturas e votos; do outro, o líder devolvia com insinuações sobre incoerência e conveniência política.

Na sequência, Eliel também teve um embate com João Mochila, que não gostou de ser questionado sobre sua posição na votação. A discussão escancarou que o plenário virou uma arena onde o debate político se mistura com ressentimento pessoal — e vice-versa.

Uma votação com gosto de pré-campanha

A aprovação das contas de Fábio e Zé não é só um ato administrativo. É também um movimento estratégico que começa a desenhar os blocos de poder para 2026. Quem defende quem, quem se omite, quem articula nos bastidores… Tudo isso importa quando o objetivo real vai muito além da contabilidade pública.

No fim das contas (literalmente)

A sessão da Câmara de Socorro revelou mais do que os números das gestões passadas. Mostrou as costuras do presente e as intenções para o futuro. Num ambiente onde quem julga também foi parte do que é julgado, a pergunta que fica é: quem fiscaliza o fiscal?


O que você achou da votação?
Você confia nesse tipo de julgamento político dentro das câmaras municipais?
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Fontes Principais:

  • Fan F1
  • Instagram da Câmara de Socorro

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