Quando a prefeita Emília Corrêa anunciou Camilla Feitosa como nova secretária municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência, não foi apenas uma troca de nome na porta do gabinete. Foi aquele momento em que a política acerta em cheio e a cidade inteira sente que a escolha tem peso, e peso de verdade. Emília mostrou que inclusão não é discurso para evento com banner bonito, é decisão estratégica de gestão.
Camillinha chega com currículo que dispensa apresentação em PowerPoint. Vice-campeã brasileira de halterofilismo paralímpico e conhecida como a mulher mais forte do Brasil na sua categoria, ela já levantou mais peso do que muito gestor levanta de responsabilidade. E não é metáfora forçada, é realidade. Se alguém duvidar da capacidade dela de enfrentar obstáculos, basta lembrar que ela fez da própria trajetória um exemplo nacional de superação.
Nas redes sociais, o comentário foi quase unânime, finalmente alguém que vive a pauta vai comandar a pauta. E isso muda tudo. Quando a secretária conhece na pele as barreiras físicas e atitudinais, o discurso deixa de ser técnico demais e distante demais. Passa a ser direto, humano e prático. Aracaju ganha uma voz que não fala sobre inclusão como teoria acadêmica, mas como experiência diária.
E ainda tem mais. Camilla é palestrante motivacional, massoterapeuta e estudante de Jornalismo na UFS. Ou seja, sabe comunicar, sabe ouvir e sabe cuidar. É o tipo de perfil que mistura sensibilidade com disciplina, emoção com estratégia. Política pública precisa exatamente disso, alguém que tenha força para bater na mesa quando for necessário, mas também sensibilidade para dialogar e construir soluções reais.
No fim das contas, Emília Corrêa foi ousada na medida certa. Em vez de apostar no tradicional, escolheu representatividade com legitimidade. Aracaju não ganha apenas uma secretária, ganha um símbolo de que inclusão não é favor, é prioridade. E se a nova secretária for administrar a pasta com a mesma determinação que levanta peso, pode preparar a cidade, porque vem avanço por aí, e não é pouco.




