Desde 6 de outubro de 2025, Aracaju deu largada à sua Campanha de Multivacinação para crianças e adolescentes com até 15 anos — com meta clara: recuperar o terreno perdido na cobertura vacinal.
A mobilização vai até o dia 31 de outubro, com todas as vacinas do Calendário Nacional de Vacinação 2025 disponíveis nas unidades de saúde do município. O foco é claro: resgatar quem ficou para trás — especialmente nas vacinas contra HPV, febre amarela e sarampo.
🏥 Como vai funcionar a vacinação em Aracaju
- As 45 Unidades de Saúde da Família (USFs) estarão vacinando de segunda a sexta-feira, das 8h às 16h30.
- Dessas, 16 unidades terão horário estendido até 18h, incluindo nomes como Antônio Alves, Augusto Franco, Hugo Gurgel, entre outras.
- No Dia D nacional de mobilização, em 18 de outubro (sábado), todas as USFs funcionarão das 8h às 16h para vacinar em massa.
- As vacinas contra dengue e BCG não serão aplicadas no Dia D, mas estarão disponíveis nos demais dias.
- A campanha também contará com ações itinerantes, busca ativa em escolas e vacinação em bairros mais vulneráveis.
💉 Vacinas oferecidas: proteção completa
Durante a campanha, estarão disponíveis imunizantes contra:
- Covid‑19
- HPV
- Pneumocócica 10 e 23
- Meningocócica C e ACWY
- Febre amarela
- Poliomielite (VIP e oral)
- Hepatite A e B
- Penta (DTP/Hib/HB)
- Rotavírus
- Tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola)
- Varicela
- DTP / Dupla adulto
- Demais vacinas previstas no calendário de rotina
Ou seja: não tem desculpa para deixar o cartão incompleto. A prefeitura reforça que vacinar é proteger vidas e evitar o retorno de doenças já controladas.
Por que essa campanha é urgente?
Nos últimos anos, o Brasil vem sofrendo com a queda na cobertura vacinal — o que coloca em risco o controle de doenças que já pareciam superadas. Poliomielite, sarampo, meningite… todas podem voltar com força se a população não se imunizar.
Em Sergipe, todos os 75 municípios foram convocados para a campanha. A meta é distribuir cerca de 223 mil doses só durante esse período. E, em Aracaju, o recado é claro: vacinar é um ato coletivo de responsabilidade.
O que está em jogo
- Resistência de famílias desinformadas ou receosas.
- Falhas logísticas, como falta de doses ou armazenamento inadequado.
- Desigualdade na cobertura entre bairros.
- Dificuldade em recuperar esquemas vacinais incompletos.
Se a campanha for levada a sério, pode impedir o ressurgimento de surtos e garantir proteção coletiva. Se for tratada com descaso, a conta vem — e geralmente em forma de epidemia.
E depois da campanha?
- Acompanhar os dados em tempo real e publicar relatórios com transparência.
- Ampliar ações de conscientização nas escolas e nas redes sociais.
- Mobilizar agentes comunitários para fazer a busca ativa em áreas críticas.
- Reavaliar os pontos fracos e corrigir falhas antes do próximo calendário.
E aí, Aracaju? Vai deixar a vacina passar batida ou vai fazer a sua parte?
Se você é pai, mãe, responsável ou apenas se importa com saúde pública, cheque o cartão de vacinação e leve os pequenos até a USF mais próxima. Se perceber falha no seu bairro, cobra da prefeitura — e conta pra gente aqui. Informação também é arma de proteção.
Fontes principais
- Prefeitura de Aracaju
- Secretaria de Estado da Saúde de Sergipe
- Portais locais de notícias




