A deputada Carla Zambelli (PL-SP), aquela que um dia já desfilou pelo Congresso como se fosse a dona da pauta da moralidade, agora prefere o clima europeu à prisão brasileira. E não é turismo: é fuga mesmo.
Zambelli foi condenada pelo STF a 10 anos e 8 meses de prisão, em regime inicialmente fechado, por falsidade ideológica e pela invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça. E o que ela fez? Sumiu. Literalmente. A moça embarcou para a Europa antes mesmo de os recursos da sentença serem analisados. Foi rápido: nem esperou a caneta finalizar o ponto final.
A lambança da “patriota”
A história é digna de roteiro trash: em parceria com o hacker Walter Delgatti Neto (aquele mesmo da Vaza Jato), Zambelli arquitetou a inserção de dados falsos no sistema do CNJ. Entre os absurdos, um mandado de prisão forjado contra ninguém menos que Alexandre de Moraes, o ministro que se tornou o pesadelo da extrema direita bolsonarista.
Foi uma tentativa tosca de desestabilizar o Judiciário e dar munição para narrativas golpistas. Mas como todo plano tosco, deu errado. E feio. O STF não deixou barato e a condenou com base em provas robustas, incluindo mensagens e depoimentos de Delgatti.
Arma na mão, vergonha na cara zero
Mas não para por aí. Zambelli também é ré em outro processo por um episódio que viralizou às vésperas do segundo turno de 2022. Armada, ela perseguiu um jornalista negro nas ruas de São Paulo. O julgamento por porte ilegal de arma e constrangimento ilegal está parado por um pedido de vista, mas já há maioria formada no STF para condená-la.
Ou seja: a ficha dela não é suja. É imunda.
“Viagem de saúde” ou fuga planejada?
A deputada alega que viajou à Europa para “tratar da saúde”. Não diz qual doença. Talvez seja alergia à tornozeleira eletrônica. Fato é que o passaporte dela — que já havia sido apreendido — foi devolvido em 2023. Ela aproveitou e picou a mula.
A Procuradoria-Geral da República reagiu rápido: pediu a prisão preventiva, a inclusão do nome na lista vermelha da Interpol e o bloqueio de bens para reparar o estrago. Já tem gente dizendo que ela virou a “Roberto Jefferson de tailleur”.
Bolsonarismo em silêncio (ou quase)
Curiosamente, o núcleo bolsonarista anda bem quieto com a fuga de Zambelli. A mesma turma que gritava “prisão é para ladrão” agora finge não ver sua aliada tentando escapar da justiça como se fosse personagem de novela mexicana.
Mas não adianta fugir da sentença. A Interpol pode bater à porta a qualquer momento — e desta vez, sem precisar de hacker para imprimir o mandado.
E você, acha que Carla Zambelli vai conseguir escapar da justiça brasileira ou logo estará de volta, devidamente escoltada? Deixe seu comentário, compartilhe com aquele amigo bolsonarista sumido e continue de olho no nosso portal.
Fontes Principais
- O Globo
- Metrópoles
- Estadão





Uma resposta
Eu no lugar dela faria exatamente o mesmo. Em um país onde o judiciário está totalmente parcial não aceitaria o julgamento. Quem for declarado de direita, acaba caindo na jaula. Enquanto os verdadeiros bandidos estão soltos.