Hoje é dia de Copom. Aquela sigla técnica, meio burocrática, mas que mexe diretamente com seu cartão de crédito, seu financiamento, seu aluguel e até com o preço do pão. E a pergunta do momento é uma só: a queda da taxa Selic chegou ao fim ou o Banco Central vai fazer mais um teatrinho pra fingir que tem pulso?
A reunião de hoje tem clima de final de temporada: o mercado já aposta que a taxa básica vai parar de cair nos atuais 10,50%. Motivo? O governo Lula se enrolou no próprio discurso econômico. Fala em responsabilidade fiscal, mas empurra aumento de gastos e tenta manobras criativas com o orçamento. O BC, que já não era simpático ao Planalto, agora tem munição de sobra pra travar os cortes.
Selic em queda… até quando?
Desde agosto de 2023, o Copom vinha cortando a Selic a cada reunião. Mas a dose vem perdendo força. Agora, com a inflação mostrando resistência (e o governo parecendo ignorar os sinais), os diretores do BC já sinalizam que o ciclo de alívio monetário pode ser suspenso.
Para o cidadão comum, isso significa o seguinte: o juro do rotativo continua nas alturas, os bancos seguem sorrindo, e o crédito continua um luxo pra poucos. E o que o governo faz? Reage com discursos, críticas ao “BC bolsonarista” e promessas de reformas que nunca chegam.
Quem manda na política econômica?
Essa novela já tem vários episódios: Haddad tentando ser o adulto na sala, o Planalto agindo como se crescimento viesse com decreto, e o mercado jogando no modo pânico a cada fala torta de algum ministro. Hoje, tudo isso estará na mesa do Copom – inclusive a desconfiança crescente com a direção da economia brasileira.
Enquanto isso, Lula cobra o BC, mas adia entregas. Quer o juro mais baixo, mas não consegue convencer que o Estado gasta com responsabilidade. Resultado: Selic estacionada e um país patinando.
A taxa Selic deve parar de cair? O Banco Central está certo em travar os cortes? Ou o governo é que perdeu a mão na condução econômica? Comenta aí — e compartilha com quem ainda acha que juro é só papo de economista.
Fontes Principais
- Banco Central do Brasil
- G1 Economia
- Valor Econômico
- Folha de S.Paulo




