PUBLICIDADE

CPI no ar, tarifaço na mira e vereadora virando madrinha

O episódio de hoje na Câmara de Aracaju chamaria “Fala ou Morre”. Teve vereador atacando tarifa de água, madrinha de parada LGBT+ distribuindo glitter político, guerra por território na Zona de Expansão, CPI dos ônibus na prancheta e até sermão contra criança “adultizada” no TikTok.

Lúcio Flávio abriu os trabalhos tentando fechar a torneira antes que a conta de água exploda com reajuste da Iguá. Aproveitou pra anunciar audiência pública sobre ameaças a crianças na internet e ainda acertou uma voadora na UFS, que usou texto da revista Fórum sobre neonazismo e Bolsonaro em vestibular. Prometeu acionar a Universidade. Cena digna de House of Cards, versão Aracaju.

Marcel Azevedo entrou com bisturi verbal: quer que auxiliares de enfermagem virem técnicos e cobrou senadores pra ressuscitar a PEC 19, que garante 30h semanais e reajuste anual pra categoria. Se fosse novela médica, ele era o cirurgião que opera com Brasília segurando o bisturi.

Maurício Maravilha foi no consultório político e trouxe orçamento de raio-X digital intrabucal, entre R$ 240 mil e R$ 320 mil, pago com emendas. “Sem arrancar dente de ninguém”, garantiu. Dentistas sorriem, cofres públicos nem tanto.

Ricardo Vasconcelos ligou o telão e exibiu Waneska Barboza, ex-secretária de Saúde, explicando um centro de imagens de R$ 6,4 milhões. Vereadores já tinham colocado R$ 3,5 milhões via emendas, mas o prefeito não completou a obra. “Será que Edvaldo não tinha R$ 3 milhões?”, provocou. A pergunta ficou no ar, mais silenciosa que celular sem sinal.

Iran Barbosa ao revisitar as contas de 2018 de Edvaldo Nogueira não economizou palavras: aplicar 20,01% em educação, quando a Constituição exige 25%, é “crime de responsabilidade”. Para ele, aposentadoria e pensão não entram na conta. Tom de professor chamando aluno pra prova surpresa.

Elber Batalha pediu devolução do relatório e questionamentos ao Tribunal. Tradução: quando a explicação vem com “mas”, é porque tem caroço no angu.

Vinícius Porto vestiu a camisa do TCE: disse que até 2018 era normal contar aposentadorias e pensões no cálculo da educação. Defendeu o conselheiro Ulices de Andrade e reforçou que o modelo mudou depois. Tradução: passado é passado, mas aprovado é aprovado.

Sonia Meire (PSOL) mostrou que sabe transitar entre o asfalto da luta e a sala de aula esquecida. Foi coroada madrinha da 24ª Parada LGBTQIAPN+, prometendo festa, resistência e verbo afiado na Orla dia 31. No plenário, trocou o glitter pelo giz e denunciou o impacto da falta de investimento na educação: salas superlotadas, creches sem expansão e carreira docente precarizada. Para ela, tanto na avenida quanto na escola, a palavra de ordem é a mesma: respeito.

Thannata da Equoterapia celebrou ordem de serviço no Areia Branca e jogou duro contra o prefeito de São Cristóvão, que quer anexar a Zona de Expansão. “Respeite a vontade do povo”, cravou. Se fosse luta de UFC, foi nocaute no primeiro minuto.

Breno Garibalde acusou Aracaju de tropeçar nas próprias calçadas. Citou aumento de 20% nos acidentes e 80% dos traumas vindos de motos. Usou o bairro Marivan como exemplo de “crescer sem pensar”. Quer revisão urgente do Plano Diretor. Soou como engenheiro de trânsito em filme de desastre.

Pastor Diego entrou com cruzada contra a adultização infantil, exibindo vídeo do youtuber Felca. Quer leis municipais pra impedir crianças em shows com conotação sexual. Sermão com recado parental: “Isso está dentro de casa”.

Selma França celebrou a primeira edição do projeto Cidade Limpa no Mosqueiro e a volta da associação de moradores no Largo da Aparecida. “Pequenas ações, grande diferença”.

Sargento Byron denunciou portaria federal que muda regras do BPC, prejudicando famílias de pessoas com deficiência. Pediu união dos parlamentares federais.

Alex Melo comemorou torneio de futsal feminino e disse que o esporte tira jovens do crime e das drogas. “Muda pensamento, muda família”. Gol de placa.

Camilo Daniel jogou luz sobre CPI dos ônibus elétricos. Disse ter mais de dez vereadores prontos pra assinar. É embarcar agora ou perder o bonde da fiscalização.

Fábio Meireles encerrou a sessão no clima de recreio: falou sobre a entrega da EMEF Alcebíades Melo e sobre torneio de Dia dos Pais na Zona Norte. Educação e futebol na mesma tabela de classificação.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *