A infância sequestrada pelo crack
Itabaiana amanheceu com uma cena que faz até o mais endurecido se revoltar: uma menina de apenas 10 anos foi usada pela própria família para traficar. Ela carregava 28 pedras de crack nos bolsos em troca de uma promessa: ganhar uma bicicleta. Uma infância imolada no altar do crime.
Na operação da Delegacia Regional de Itabaiana, a mãe escondia 12 pedras, um casal na casa tinha outras 47 — e a criança, transformada em “mula”, foi usada para não levantar suspeitas. O caso foi registrado como tráfico de drogas e corrupção de menores. A menina foi ouvida na presença do Conselho Tutelar, enquanto os adultos acabaram presos. É a infância esfarelada pelas engrenagens do tráfico.
Casos recentes do tráfico em Sergipe
Esse não é um episódio isolado. A cada semana, novas operações da SSP/SE e da Polícia Federal expõem a força do crime organizado no estado. Veja os mais recentes:
- Agosto, Aracaju — Tentou subornar e caiu
Um homem preso por tráfico tentou comprar sua liberdade oferecendo R$ 9 mil aos policiais. A tentativa de corrupção só reforçou o peso das acusações. (Fonte: G1 SE) - Agosto, Aracaju (Farolândia) — O “cardápio diversificado” do crime
Policiais civis apreenderam cerca de 1.000 comprimidos de ecstasy, além de “flor de maconha” e metanfetamina. A capital mostra que o tráfico não é só crack e cocaína: é um negócio cada vez mais diversificado. (Fonte: G1 SE) - Setembro, SE-361 (Lagarto/Simão Dias) — Droga na estrada
Dois homens foram presos transportando cerca de 3 kg de cocaína e maconha em um veículo na rodovia. A ação envolveu a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO/SE) e apoio da Polícia Federal. (Fonte: G1 SE, Infonet) - Setembro, Itabaiana — A criança usada como mula
A menina de 10 anos explorada pela própria família, carregando crack em troca de uma bicicleta. Talvez o caso mais revoltante do ano, pela frieza de transformar a infância em mercadoria. (Fonte: SSP/SE)
O que está em jogo
Esses episódios revelam uma rede de tráfico que não para de crescer e se reinventar. De Aracaju ao interior, das bocas às rodovias, Sergipe está mergulhado num ciclo de miséria, abandono e violência. A prisão dos envolvidos não basta: sem educação de qualidade, presença do Estado e proteção real para crianças e adolescentes, o tráfico continuará vencendo.
E fica a provocação: se uma menina de 10 anos já aparece carregando crack, quantas outras crianças estão sendo usadas em silêncio, longe dos holofotes?
E você, leitor?
Vai continuar achando que não é problema seu? Denuncie, compartilhe, discuta. O silêncio é o combustível da barbárie.
Fontes Principais
- SSP/SE
- Polícia Civil de Sergipe
- Polícia Federal
- G1 Sergipe
- Infonet




