Polícia conclui inquérito e mira empresa que embolsou milhões sob a gestão de Emília Correia
A farsa virou escândalo. A Renova Ambiental, aquela mesma que foi contratada no comecinho da gestão Emília Correia em Aracaju com pompa e urgência, agora entra para a história como protagonista de um crime ambiental. Sim, crime. Nada de falha técnica ou problema contratual. A Polícia Civil concluiu o inquérito e o Ministério Público já recebeu a denúncia.
Segundo o que apurou o G1, a empresa foi flagrada descartando lixo irregularmente em uma área de preservação ambiental. O resultado? Um dano grave ao ecossistema, com direito a contaminação do solo e riscos reais à saúde pública. E o mais cínico: tudo isso ocorrendo enquanto a empresa seguia faturando com dinheiro público.
Lixo na natureza, lucro garantido
O inquérito aponta que a Renova despejava resíduos sólidos sem qualquer controle em terreno protegido, ignorando normas ambientais básicas e deixando um rastro de destruição. Nada de triagem, nada de cuidado. Só caminhão despejando e indo embora, como se ninguém estivesse olhando.
Mas estavam. Denúncias de moradores, vídeos anônimos e vistoria da Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente acabaram por desenhar o roteiro da denúncia: crime ambiental grave, com base na Lei de Crimes Ambientais (nº 9.605/98).
E Emília? Vai dizer que não viu?
A Renova foi contratada emergencialmente no início da gestão de Emília Correia. Na época, a justificativa era a tal da “necessidade imediata”. Pois bem: a pressa virou lama — literalmente.
Aliás, não custa lembrar: o contrato da Renova foi rescindido apenas dois meses depois, em junho, sob a desculpa de “inadequações técnicas”. Agora que a polícia confirmou que havia crime ambiental em curso, fica a pergunta incômoda:
👉 A gestão sabia e ignorou? Ou não sabia e foi incompetente?
Ministério Público já recebeu denúncia
Com base no relatório da Polícia Civil, o Ministério Público de Sergipe agora avalia oferecer denúncia formalcontra a empresa e seus gestores. A depender do desdobramento, a Renova pode enfrentar multas milionárias e até bloqueio de bens.
A pergunta que fica: quem assume a responsabilidade política? Ou melhor, haverá algum “descarte emergencial” de culpados pelo caminho?
O que você acha dessa história? Foi só incompetência ou tem conivência no meio?
Comente, compartilhe e não deixe esse caso ser varrido para debaixo do tapete — nem do lixo.




