Preparem-se, porque a ex-delegada Danielle Garcia já decidiu que não vai sair de cena tão cedo. Após mais uma tentativa frustrada de assumir o comando da prefeitura de Aracaju em 2024, agora ela afia os discursos para disputar uma vaga na Câmara dos Deputados em 2026 — e, segundo os bastidores, o MDB aposta suas fichas nela. A pergunta que fica: será que o eleitor sergipano vai comprar mais essa campanha?
MDB quer vitrine, Danielle quer sobrevida
O MDB em Sergipe anda meio sumido dos holofotes, mas segue com a velha estratégia: apostar em nomes com recall, mesmo que isso signifique reviver alianças duvidosas. Danielle, que já tentou de tudo (inclusive se alinhar a bolsonaristas e depois descolar deles), deve ser uma das apostas do partido para tentar recuperar espaço no Congresso.
A delegada, que já foi fenômeno das redes em tempos de Operação Antidesmonte, agora busca sobrevida política com um discurso de independência e seriedade. Só que essa tal independência foi duramente questionada nas eleições municipais de 2024, quando rompeu com o grupo governista e acabou isolada — levando 5,5% dos votos em Aracaju. Foi pouco, mas parece ter sido o suficiente para manter o nome dela no radar de 2026.
Clima tenso no grupão governista
Nos bastidores, ninguém esconde que Danielle virou um “elemento incômodo” no agrupamento do governador Fábio Mitidieri. A escolha de Luiz Roberto (PDT) como candidato à prefeitura com o apoio do grupo gerou uma ruptura ruidosa, com direito a alfinetadas públicas do ex-governador Jackson Barreto — que, sem cerimônia, acusou Danielle de “traição” e a chamou de “ingrata”.
A troca de farpas foi tão explícita que virou munição para a própria Danielle se vitimizar politicamente. E ela tem usado essa narrativa com maestria: a da outsider que incomoda os caciques. O problema é que, no MDB, outsider por muito tempo vira estorvo. E Brasília não costuma ter muita paciência com quem entra pela porta dos fundos.
Alessandro Vieira é o fiador?
Se Danielle ainda tem alguma chance de se viabilizar em 2026, deve agradecer ao senador Alessandro Vieira, que segue defendendo publicamente sua trajetória. Ele a vê como nome “sério e independente” — o que, convenhamos, é raro no MDB. Só que Vieira anda em baixa no Senado e enfraquecido politicamente no estado. Apoio dele é importante, mas está longe de ser determinante.
Por enquanto, o MDB mantém Danielle como uma aposta possível para a chapa proporcional. Mas se o partido arranjar outro nome com mais tração — e menos desgaste —, não será surpresa vê-la mais uma vez escanteada. A política sergipana não é para amadores. E muito menos para quem acha que só discurso de delegada basta.
Você acha que Danielle Garcia ainda tem fôlego político para 2026? Ou é só mais um nome a ser rifado na dança das cadeiras do MDB? Comente e compartilhe!
Fontes principais:
- JL Política
- FaxAju
- Revista Realce
- Wikipédia




