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Disputa pela presidência da Alese vira guerra fria entre aliados de Mitidieri

A eleição é só em 2027, mas o jogo já começou — e não tem inocente nesse tabuleiro. A disputa pela presidência da Alese (Assembleia Legislativa de Sergipe) está pegando fogo nos bastidores, mesmo com quase um ano pela frente. Os grupos políticos que orbitam o governador Fábio Mitidieri (PSD) já estão em modo campanha, mas sem dizer que estão.

O curioso? A disputa acontece entre aliados. Ou seja: a guerra fria não é entre oposição e governo, é dentro do próprio “núcleo duro” do Palácio.

Cristiano x Jorginho: quem manda mais?

Dois nomes estão no centro dessa disputa silenciosa: Cristiano Cavalcante (União Brasil) e Jorginho Araújo (PSD). Ambos são deputados estaduais, aliados do governador e já colocam seus blocos na rua — ainda que jurem fidelidade mútua quando os microfones estão ligados.

Cristiano aparece como favorito hoje, com boa articulação e trânsito entre os colegas. Já Jorginho, ex-secretário da Casa Civil e nome de confiança do governador, tem o respaldo direto de Mitidieri — o que nunca é pouca coisa.

Mas apoio de governador não é cheque em branco. Deputado gosta de ser valorizado, quer espaço, quer voto. E no tapetão da Alese, quem se antecipa pode selar alianças que não se desfazem depois da urna.

A tal “alternância” que ninguém cumpre

Nos bastidores, circula a ideia de um acordo de revezamento: dois anos para Cristiano, dois anos para Jorginho. Convenhamos? Isso nunca deu certo. Quem senta na cadeira da presidência geralmente não levanta.

O histórico político mostra que essa história de “meio mandato” vira lenda quando o poder chega. A tentação de se manter no cargo, com controle da pauta, orçamento e articulação com o Executivo, costuma ser irresistível.

E cá entre nós: se tem algo que político não larga fácil, é o bastão do poder.

Mitidieri no centro do jogo

O governador, por enquanto, evita dar sinais públicos — mas tudo indica que ele tentará repetir o que fez em 2023: construir uma mesa diretora à sua imagem e semelhança. Isso implica, sim, em tentar emplacar um presidente leal e governista.

Só que o clima entre seus aliados não anda tão leve. Há quem diga que o nome de Jorginho, embora forte, carrega desgastes da sua passagem pelo governo. E isso pode pesar no voto secreto da Casa.

E o povo com isso?

A pergunta é sempre essa: e o que isso muda na vida de quem paga o salário desses senhores? No curto prazo, nada. No longo, muito. O presidente da Alese define o ritmo das votações, segura projetos, pauta o que interessa ao Executivo ou não. Em outras palavras: é ele quem dita o tom do jogo político no estado.

Portanto, a disputa pela presidência da Alese é muito mais do que vaidade. É sobre quem vai controlar a interlocução com o governo e o poder de barganha com Brasília.

O ano eleitoral já começou, mas o que rola nos bastidores da Alese mostra que a eleição de 2026 é só a primeira parte da história. A segunda se resolve longe das urnas — e bem mais perto dos conchavos.


Quem você acha que leva essa disputa? Cristiano, Jorginho ou surge um terceiro nome?
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📚 Fontes principais

Panorama SE, Faxaju, NE Notícias, apuração própria.


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