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Domingo com o Portal Fausto Leite: a semana passada a limpo

A partir desta semana o Portal Fausto Leite resolveu fazer o que todo sergipano gosta no domingo: juntar notícia, bastidor, política e aquela boa conversa que normalmente nasce na mesa do almoço e termina na mesa do café. Surge então o Domingão do Faustão, um resumo bem temperado com as matérias mais importantes publicadas durante a semana no portal e, claro, com aquelas histórias que circulam nos corredores do poder antes mesmo de virar manchete. Porque em Sergipe todo mundo se conhece, todo mundo comenta e quase sempre alguém sabe de algo que ainda não saiu no jornal.

A ideia é simples e ousada ao mesmo tempo. Enquanto alguns portais despejam notícia sem respirar, o Portal Fausto Leite resolveu fazer o contrário: organizar a semana, separar o que realmente importa e entregar ao leitor um resumo afiado, rápido e cheio de bastidores. Entre uma nota e outra aparecem as movimentações da política sergipana, as articulações discretas, os silêncios estratégicos e até aquelas histórias que fazem muita gente rir, outras ficarem preocupadas e algumas perderem o sono. Em resumo, é o domingo do leitor que gosta de entender o que realmente aconteceu por trás das manchetes.


Sargento Moraes faz aniversário e a tropa decreta feriado afetivo não oficial – Sargento Moraes não aniversaria, ele mobiliza. Figura conhecida da Polícia Militar, da política e das resenhas que valem mais que reunião formal, Moraes virou daqueles nomes que a tropa guarda no peito e o rádio repete com gosto. Passou pela antiga CPRv, hoje BPRv, peitou batalhas sindicais, entrou na política e ainda arrumou tempo para fazer amigos em série, como se distribuísse carisma em escala industrial. Em Sergipe, há militar que cumpre missão e há militar que vira lenda de corredor. Moraes conseguiu as duas patentes ao mesmo tempo.

Gipão campeão, pênalti sumido e a famosa “mão sagrada” dando aquela ajudinha divina – Quando Sergipe e Confiança entram em campo, Aracaju deixa de ser cidade e vira arquibancada coletiva. O clássico maior mais uma vez transformou o Batistão num verdadeiro caldeirão e, no final das contas, quem levantou a taça do Campeonato Sergipano de 2026 foi o Gipão, vencendo o Confiança por 1 a 0. Festa vermelha e branca para um lado, revolta azul para o outro. O motivo da discórdia apareceu no final do jogo, quando um pênalti reclamado pela torcida do Confiança simplesmente evaporou diante dos olhos da arbitragem. O lance virou assunto imediato em arquibancada, bar, grupo de WhatsApp e mesa de padaria. Enquanto a massa azul reclamava da arbitragem e jurava ter visto a bola bater onde não devia, a torcida do Sergipe respondeu com aquele sarcasmo clássico do futebol: foi a famosa mão sagrada empurrando o Gipão rumo ao título. No meio da resenha, coronel Ribeiro garantiu a segurança da festa, Miltinho Andrade segurou a organização da final e Aracaju ganhou mais um capítulo de rivalidade para contar por muitos anos. Porque no clássico sergipano é assim, o título fica com um, mas a polêmica fica para sempre.

O Supremo descobriu um jornalista no Maranhão e esqueceu que o Brasil inteiro está pegando fogo – Entre escândalo bilionário, crime organizado, INSS, Banco Master e uma fila de processos do tamanho da paciência do brasileiro, o STF resolveu mirar energia institucional num jornalista maranhense. Luís Pablo publicou reportagem, e a resposta veio com busca, apreensão e um clima de filme ruim de perseguição ao repórter. Alexandre de Moraes entrou no roteiro, a PF bateu na porta e o jornalismo ficou olhando a cena com aquela cara de quem pergunta se o estagiário trocou as pautas do país. Reportagem se rebate com documento, nota e processo, não com operação que parece querer ensinar ao repórter que perguntar demais virou atividade de risco.

Frei Enoque partiu e o sertão ficou com aquele silêncio que nem reza consegue preencher – A despedida de Frei Enoque não foi apenas notícia triste, foi pancada emocional no peito do sertão. Partiu um homem que misturava fé com coragem, altar com estrada de barro, oração com abraço e conselho com luta. Em Poço Redondo e no alto sertão, ele não era apenas religioso, era porto seguro, referência e aquele tipo raro de presença que acalma até sem falar muito. Sua ausência deixou a paisagem mais seca, mesmo com o coração do povo molhado de lembrança. Homem assim não vai embora por completo, só muda de endereço e passa a morar na memória coletiva.

Três greves, um governador e um Palácio ouvindo barulho onde antes vendia silêncio – Quando educação, saúde e segurança pública começam a chiar ao mesmo tempo, não é mais crise setorial, é sinfonia de desgaste em volume máximo. O governo de Fábio Mitidieri passou a viver aquele momento em que a propaganda fala em estabilidade e a rua responde com protesto, faixas e muita irritação acumulada. Professor reclama salário e abandono, médico denuncia desvalorização e policial civil resolve solidarizar com quem está no fogo cruzado do funcionalismo. A gestão tenta manter a pose, mas o termômetro político já ferve mais que café em gabinete de véspera eleitoral. Em política, quando três pilares balançam juntos, o lustre do poder começa a tremer.

Ifebola saiu de Socorro, foi para a televisão e deixou a política local sem fala, o que já é uma grande contribuição – Ifebola Alaúd fez o caminho que muita gestão pública adora atrapalhar e muita gente talentosa insiste em vencer. Saiu de Nossa Senhora do Socorro para brilhar na televisão nacional, provando que talento nordestino não pede passagem, arromba a porta com carisma e trabalho. Sua história é bonita por si só, mas fica ainda mais cinematográfica quando se lembra que vem de uma cidade onde o poder público às vezes parece mais empenhado em colecionar buraco do que oportunidade. Enquanto ela sobe de patamar, o eleitor de Socorro talvez siga esperando o milagre básico de asfalto, limpeza e decência administrativa. Ifebola deu orgulho ao estado e, de quebra, uma indireta elegante à preguiça pública.

André Davi, Mário Leony e o Brasil dividido entre investigação séria e pôster de justiceiro digital – A novela da segurança pública ganhou roteiro de faroeste com sotaque aracajuano. De um lado, a discussão sobre a Guarda Municipal e o flagrante que não virou flagrante. Do outro, André Davi carregando para as redes uma comunicação que parece mais trailer de ação do que nota institucional. Aí entrou Mário Leony, sem filtro, sem freio e com a frase que correu mais rápido que áudio de grupo policial. Quando lembrou que papagaio come milho e periquito leva a fama, resumiu a tragédia estética da segurança instagramável. O país quer polícia técnica, Estado funcionando e investigação séria, não catálogo de pose armada para assustar algoritmo.

Os quartéis começaram a tossir e Brasília fingiu que era só poeira – Depois de muito silêncio estratégico, os quartéis começaram a dar sinais de desconforto, e não foi por causa do calor. Nos bastidores, cresce a percepção de que o STF passou a operar com braço comprido demais para certos alvos e cautela de menos para outros. Generais históricos viraram réus, personagens frequentes de decisão judicial e assunto de corredor, enquanto o ambiente militar vai colecionando incômodo em marcha lenta. Não há ruptura no horizonte, mas há resmungo de caserna, que costuma ser mais eloquente do que muito discurso civil. E quando o silêncio militar começa a fazer barulho, o Palácio deveria ao menos parar de fingir que está ouvindo música ambiente.

Manuel Costa Neto decidiu cedo, e o sistema passou anos correndo atrás da aula – A disputa territorial entre Aracaju e São Cristóvão serviu para muita coisa, inclusive para lembrar que, às vezes, o primeiro grau enxerga antes e melhor do que a plateia inteira do processo. Manuel Costa Neto analisou, escreveu, fundamentou e, no fim das contas, viu o tempo transformar sua leitura jurídica em caminho confirmado nas instâncias superiores. O resto do sistema fez o que costuma fazer quando chega atrasado à verdade. Recorreu, discutiu, suspendeu, empurrou e depois concordou com pose de solenidade. No direito, há quem fale bonito para impressionar e há quem decida certo para durar. O caso mostrou exatamente quem pertence a cada grupo.

Começou a temporada do larga o cargo, ajeita o cabelo e corre para pedir voto – A política sergipana entrou naquela fase em que muita autoridade redescobre, subitamente, o amor pelo povo e a necessidade de “ouvir as ruas”. Traduzindo do idioma eleitoral, começou a corrida da desincompatibilização, o momento em que secretário, diretor e ocupante de cargo público larga a cadeira antes que a lei lembre que campanha não combina com máquina na garagem. É a época em que o Diário Oficial vira quase confessionário de pretensões futuras. Uns saem discretos, outros saem performando humildade recém descoberta. No fundo, é o campeonato brasileiro do “deixo o crachá agora para tentar ganhar o santinho depois”.

Diário Oficial publica divórcio político entre Emília e os Valadares – A exoneração de Simone Valadares da Secretaria de Assistência Social de Aracaju, mãe do deputado Rodrigo Valadares, não foi simples ajuste administrativo. Foi praticamente a certidão de divórcio político entre a prefeita Emília Corrêa e o grupo dos Valadares. O clima que já estava azedo virou rompimento público, com Rodrigo e sua irmã Moana sinalizando que passam agora para o campo da oposição. Entre críticas, indiretas e algumas alfinetadas nas redes, a política aracajuana ganhou mais um capítulo daqueles que o eleitor assiste como quem vê novela. Em política, às vezes a conversa termina no café, mas quem oficializa o rompimento mesmo é sempre o Diário Oficial.

Ricardo entrou no tabuleiro, Valmir segue no asfalto e Fábio percebeu que a eleição não vinha com manual de tranquilidade – A entrada de Ricardo Marques no jogo majoritário serviu para acabar com a preguiça do cenário eleitoral sergipano. Valmir segue rodando o interior como quem conhece o mapa de cabeça, Rodrigo mira o Senado, Laércio pensa, repensa e talvez pense mais um pouco, enquanto o governo vai entendendo que 2026 não será passeio com carro aberto e aceno ensaiado. O tabuleiro ganhou mais peças, mais ciúme, mais palanque e menos silêncio estratégico. A direita sergipana parece bloco de carnaval, cada um puxando seu trio, seu slogan e sua expectativa de protagonismo. O eleitor, claro, assiste a tudo tentando descobrir quem tem voto de verdade e quem só tem vídeo de anúncio.

A OAB acordou, mas o café das prerrogativas já estava frio faz tempo – Quando a Ordem resolve reagir tarde, a advocacia percebe antes do press release. Beto Simonetti, na esfera nacional, e Daniel Alves, em Sergipe, passaram a ouvir cada vez mais a crítica de que a instituição anda chegando depois do constrangimento, quando o abuso já virou meme, manchete e indignação coletiva. Defender prerrogativa com atraso é quase como chamar advogado depois da sentença transitada em julgado. A cobrança ao Judiciário é correta, claro, mas o relógio também milita contra a credibilidade. Em tempos de violação frequente, a classe não quer nota tardia, quer reação de susto, de defesa e de presença. A advocacia já cansou de ver a Ordem entrando em campo quando o juiz já apitou o fim do jogo.

O pato não está passeando, está medindo pista para decolar politicamente – Valmir Francisquinho segue em ritmo de pré-campanha com cheiro de estrada, café forte e agenda que não cabe mais em bloco pequeno. Vai ao interior, conversa com lideranças, recebe gestos políticos calculados e fala de água, tarifa e gestão com a tranquilidade de quem sabe que presença física ainda vale muito mais do que postagem com filtro patriótico. Ao lado de Eduardo Amorim e outros aliados, vai montando um campo político que mistura memória eleitoral, musculatura administrativa e leitura correta do humor popular. Em Sergipe, há pré-candidato que testa slogan e há pré-candidato que testa território. Valmir resolveu testar os dois, mas com o pé primeiro no chão.

Rogério chamou de corrupção, depois descobriu o calor da emoção e deixou o eleitor no freezer da dúvida – Acusar governo de corrupção não é tropeço verbal, não é soluço de palanque e muito menos espirro retórico. Por isso a tentativa de Rogério Carvalho de transformar frase pesada em desabafo emocional soou como aquelas emendas de discurso que pioram o original. Disse com força, repercutiu com gosto e depois tentou devolver a bomba ao almoxarifado da política com etiqueta de “foi mal, falei no calor”. No meio disso, o governo segue desgastado, a Iguá continua rendendo dor de cabeça e o grupo de André Moura observa tudo com a calma de quem sabe que, às vezes, o maior erro do adversário é falar demais e recuar rápido demais. Em política, a memória do eleitor pode até falhar, mas a contradição ajuda bastante a refrescar.

ENTRE UMAS E OUTRAS

Água sumiu e ninguém achou – No Jardim Manguinhos, em Nossa Senhora do Socorro, a água resolveu pedir demissão da torneira. Já são mais de dez dias sem aparecer. A Iguá continua prometendo resolver em 72 horas, prazo que já virou praticamente unidade de medida de paciência. Enquanto isso, metade do bairro toma banho e a outra metade faz planejamento estratégico com balde.

Economia maravilhosa… no PowerPoint – O governo federal diz que a economia está voando. O Datafolha diz que o povo está comprando menos comida. Em algum lugar entre o gráfico e o supermercado existe uma realidade ainda não localizada. A economia pode até estar ótima nos números. No carrinho do mercado ela anda meio tímida.

PL já montou o palco – Enquanto alguns grupos políticos ainda procuram candidato, o PL já montou parte do elenco para 2026. Rodrigo Valadares fala em Senado, Moana aparece no tabuleiro e Ricardo Marques surge como nome para o governo. Do outro lado, a situação ainda está na fase de reunião para decidir quem traz o café.

Campeão que ninguém quer ser – Sergipe lidera um ranking que ninguém gostaria de ganhar. O maior índice de desemprego entre jovens de 18 a 24 anos do Brasil. Mais de 21 por cento. É aquele tipo de medalha que ninguém quer colocar no peito.

Licença ambiental em velocidade turbo – Investigações apontam que licenças ambientais complexas teriam sido liberadas em até dez dias na Adema. Para quem conhece a burocracia ambiental brasileira, isso parece mais rápido que entrega de aplicativo. A dúvida agora é saber se foi eficiência ou milagre administrativo. E mais… tem gente que espera mais de 90 dias por uma licença simples.

Juiz novo no TRE – O juiz Gustavo Adolfo tomou posse no Tribunal Regional Eleitoral de Sergipe. A missão é garantir eleições tranquilas. Em ano eleitoral isso significa basicamente tentar evitar que a política vire UFC.

Operação Bona Fide acorda Umbaúba e deixa a curiosidade em pé – A Polícia Federal deflagrou a Operação Bona Fide para investigar suspeita de coação eleitoral na véspera das eleições de 2024 em Umbaúba. A apuração aponta que quatro policiais civis teriam intimidado moradores ligados a grupo político adversário. Mandados de busca foram cumpridos em Aracaju e o caso segue em investigação. Agora a pergunta que não quer calar. Quem são os policiais investigados e qual é o político citado nessa história em Umbaúba? Porque operação sem nome acaba virando suspense. E eleição com polícia dando “recado” político é coisa séria demais para ficar só na curiosidade.

Casamento político em andamento – Nos bastidores da política sergipana cresce o burburinho de que o casamento político entre Priscila Felizola e Valmir de Francisquinho está praticamente no forno. As trocas de afagos e o silêncio calculado de algumas lideranças, especialmente do senador Laércio Oliveira, indicam que não há nada de aleatório nesse tabuleiro. O clima já é de apreensão em vários grupos políticos, com muita gente correndo para refazer contas e alianças. Se essa união realmente se confirmar, pode nascer uma chapa forte, daquelas que fazem muita gente perder o sono na política sergipana.

Comando que vem da base – Na Polícia Militar de Sergipe corre uma história que a tropa conta com orgulho: a do coronel que saiu da base e chegou ao comando sem esquecer de onde veio. O coronel Ribeiro, que começou como soldado, hoje conduz a PM/SE com um gesto que tem emocionado a corporação: visitar veteranos, prestar continência e valorizar quem dedicou a vida à farda. Na ativa, também mostrou sensibilidade ao liberar as policiais no Dia da Mulher. Resultado: aplausos na tropa e respeito geral. Quando o comandante conhece a rua, a farda pesa menos e o orgulho pesa mais.

Entre dreads e ideias, o Portal escolhe o debate – Enquanto alguns resolveram discutir cabelo, tatuagem e figurino, o Portal Fausto Leite prefere discutir ideias e se solidariza com a procuradora da República Gisele Bleggi Cunha. Criticar argumento é debate; criticar aparência é preguiça intelectual com fantasia de coragem. No bar, na política ou no Direito, regra é simples: quem não tem argumento atira no penteado. O Brasil sempre foi conhecido pela cordialidade, agora parece que alguns confundiram opinião com pedrada. Aqui não. No Portal, a regra continua a mesma: ideias na mesa, respeito no copo e preconceito do lado de fora..

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