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Editorial – André Moura ou Alessandro? Eis a escolha

Quando se fala em sucessão ao Senado por Sergipe, o debate ultrapassa a superfície dos nomes. O que está em jogo não é apenas quem deseja ocupar a cadeira, é quem tem densidade para sustentá-la. Não se trata de vaidade, mas de capacidade real de entregar resultados concretos. Não se escolhe um senador apenas pelo discurso. Escolhe-se pela trajetória. Pela articulação. Pela firmeza de posição em meio à turbulência.

Porque há uma diferença abissal entre quem conhece os bastidores do poder e transforma diálogo em solução e quem apenas faz barulho no púlpito para alimentar manchete de rede social. Há quem segure a caneta e escreva história. E há quem apenas rabisque críticas, tentando apagar com frases de efeito aquilo que não conseguiu construir com ação.

A cadeira no Senado exige mais do que indignação performática. Exige equilíbrio entre razão e coragem. Exige a técnica de quem entende o rito, e a sensibilidade de quem escuta o povo. Exige presença em Brasília, nos ministérios, no plenário e não apenas nas lives de oposição.

No fim, o povo de Sergipe não está em busca de heróis improvisados. Está em busca de liderança com lastro, trajetória e entrega comprovada. Política não é palco de egos. É campo de impacto. E, nessa arena, quem só aponta erros sem apresentar saídas termina vencido pela própria irrelevância.

De um lado, André Moura. Sergipano com credencial de estadista, não de retórica, mas de execução. Já provou que sabe fazer política de alta performance. Foi líder do governo federal no Congresso Nacional, domando feras de todos os partidos com habilidade cirúrgica, como quem domina não só o xadrez político, mas também o relógio e o termômetro: sabe a hora certa, o movimento certo, e o grau exato de pressão.

Quando o Rio de Janeiro virou um barril de pólvora, quem chamaram? Um sergipano. E ele foi. Assumiu três secretarias estratégicas no governo de Cláudio Castro e resolveu crise de deputado carioca como quem troca pneu na BR-101: rápido, com a mão suja de graxa e o foco no resultado. Não foi turismo político. Foi gestão. Foi entrega. Foi confiança conquistada com trabalho.

Hoje, André Moura é homem de confiança de um dos governadores mais bem avaliados do país, e mesmo à distância segue com raízes fundas em Sergipe. Sua base é sólida. Os prefeitos confiam. As lideranças regionais conversam com ele porque sabem: com André, a política volta a ser ferramenta de construção, e não de vaidade.

E como quem move peças com precisão de cirurgião político, articulou a reaproximação entre Fábio Mitidieri e Marcos Santana, dois quadros centrais no tabuleiro sergipano. Não foi um gesto. Foi um movimento. E movimento, na política, é o que separa os estrategistas dos figurantes

Do outro lado, Alessandro Vieira. O senador que chegou ao Congresso surfando a onda bolsonarista com o discurso de transparência. Mas que logo pulou da prancha. Rompeu com a direita que o elegeu, decepcionou a esquerda com quem tentou se alinhar, e hoje vaga por Brasília como GPS desligado, não sabe se vira à direita, se encosta na esquerda ou se para no acostamento. Não consegue manter aliados por mais de um ciclo eleitoral e tenta agora pregar moral enquanto negocia apoio nos bastidores. O velho discurso anticorrupção virou eco distante de um político que grita “ética” num palanque e faz barganha no interior por baixo da lona.

Na última semana, o senador resolveu gritar: “Não voto em André!”, como se o povo de Sergipe estivesse esperando o seu aval. Ora, ora, quem disse que André precisa da chancela de quem não consegue juntar nem o próprio grupo? A resposta veio firme e elegante: “Esse não é um problema meu. É um problema do governador Fábio Mitidieri, que já me escolheu como o único nome da base para o Senado.”

Enquanto Alessandro recita ofensas, André reúne apoios. Enquanto um coleciona desafetos, o outro amplia alianças. Enquanto um posa de indignado, o outro carrega no currículo recursos, obras e articulação.

E tem mais: André Moura não se esconde atrás de frases de efeito. Ele entra e sai pela porta da frente. Nunca foi de muro. Nunca foi de trair quem lhe estendeu a mão. Ao contrário de Alessandro, que já atacou todos os lados e agora posa de independente quando, na verdade, está é politicamente sozinho. O cenário é claro: de um lado, um operador político testado e aprovado. Do outro, um senador que parece ter confundido mandato com monólogo.

Sergipe não precisa de um justiceiro de rede social. Precisa de quem traga investimentos, saiba onde apertar as mãos certas e, principalmente, de quem não tenha vergonha de assumir lado. O eleitor já entendeu. Entre o estadista que constrói e o ex-paladino que só destrói, a escolha em 2026 pode até parecer difícil para alguns. Mas a diferença entre eles é a mesma que há entre um engenheiro com planta, cimento e tijolo… e um crítico de obra com megafone na mão.

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