PUBLICIDADE

Editorial: Fábio, Rogério e Georgeo: a serenidade como estratégia

Tem político que governa com o fígado. Outros, com o impulso. E há os que, como Fábio Mitidieri, governam com calma e, por isso mesmo, com inteligência. Em meio à turbulência natural da política sergipana, o governador tem mostrado que serenidade, quando não é pose, pode ser uma poderosa ferramenta de comando.

A semana foi daquelas que testam o pulso de qualquer líder: pressão partidária, rumores de bastidor e reacomodações inevitáveis. Afinal, 2026 já começa a rondar o calendário, e os secretários que disputarão mandatos precisarão se afastar até o fim do ano. É a dança das cadeiras política em sua forma mais clássica: Jorginho, Zezinho Sobral, Danielle Garcia, talvez Cláudio Mitidieri (por escolha pessoal) e Marcos Franco (por falta de apoio ou coragem) devem deixar o governo. Saem para o jogo, abrindo espaço para novos nomes, novas ideias e um governo renovado em ritmo e discurso.

Enquanto isso, Mitidieri mantém o tom baixo, a cabeça fria e o sorriso pronto, uma combinação rara num ambiente acostumado à tensão permanente. O governador conversou com o senador Rogério Carvalho (PT) num gesto político que, há pouco tempo, pareceria improvável. O encontro entre os dois teve mais simbolismo do que protocolo: adversários firmes no passado, hoje se tratam com respeito e diálogo. Rogério, por sua vez, deu um passo igualmente importante, mostrou desprendimento e inteligência política ao colocar Sergipe acima das antigas rusgas partidárias. Ambos compreenderam que o eleitor cansou da política do grito e da vaidade. E, nesse novo tom, o que se impõe é a maturidade, não a imposição.

Com o deputado Georgeo Passos (Cidadania), o clima segue a mesma linha. Divergências continuam, como devem continuar numa democracia saudável, mas o respeito é regra, não exceção. Entre uma crítica construtiva e uma brincadeira espirituosa, Fábio e Georgeo têm mostrado que é possível discordar sem se desrespeitar. Georgeo, sempre firme em sua posição de opositor responsável, tem sido coerente: fiscaliza, critica, mas sem transformar o plenário em palanque. E o governador, por sua vez, responde com escuta, não com vaidade. É o tipo de relação institucional que o país precisaria copiar e que, em Sergipe, começa a dar certo.

Nos bastidores, o PSD de Fábio Mitidieri ainda decide se embarca com Lula em 2026 ou se arrisca em voo solo com candidatura própria. O governador observa o cenário com a paciência de quem sabe que, em política, a pressa é inimiga da estratégia. Enquanto outros correm para definir palanques, ele se contenta em construir pontes e essa talvez seja sua maior virtude.

Serenidade, no caso de Fábio, não é fraqueza, é método. É ela que tem mantido o governo estável, a base coesa e o governador acima do ruído. Em tempos de egos inflados, redes sociais em chamas e vaidades descontroladas, ele prefere o silêncio estratégico à verborragia estéril. Fala pouco, mas diz o suficiente. Age com calma, mas com cálculo. E, ironicamente, justamente por falar baixo, é o mais ouvido.

No fim, o saldo é claro: enquanto secretários se preparam para deixar o governo e disputar espaço nas urnas, o governador consolida sua posição como a peça mais estável do tabuleiro político sergipano. E não está sozinho: Rogério Carvalho e Georgeo Passos também mostraram que maturidade não tem cor partidária, é uma escolha.

Num cenário político onde ainda se confunde força com grito, Sergipe começa a dar exemplo de que o poder, quando exercido com serenidade e respeito, pode ser tudo, menos fraco. E é justamente por isso que Fábio Mitidieri, Rogério Carvalho e Georgeo Passos se destacam: porque entenderam que, hoje, a verdadeira revolução é governar com equilíbrio.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *