É curioso observar como, de repente, o Partido Republicanos virou a bola de futebol oficial da política sergipana. Todo mundo quer dar uns chutes, mas quem segura firme a braçadeira de capitão é Gustinho Ribeiro. Deputado federal, presidente estadual da sigla e, aparentemente, o homem que descobriu o segredo da ubiquidade: está em todas as regiões, aparece em todas as pesquisas e incomoda todos os adversários.
Segundo uma pesquisa realizada pelo Instituto França, Gustinho figura como sexto mais votado na região. Pode parecer pouco, mas não é: no agreste sergipano, sexto lugar não é posição de tabela de campeonato, é credencial de força. E força política, como sabemos, não se mede apenas em números, mas em capacidade de segurar o rojão quando os holofotes apertam.
Agora, vejamos o xadrez: com Tarcísio de Freitas já ensaiando passos de presidenciável, os Republicanos deixam de ser um “partido simpático” para virar vitrine nacional. Líderes da direita sergipana correm para bater continência, mas Gustinho, com seu estilo firme, responde: “Sejam bem-vindos, mas o comando não muda de mãos”. Traduzindo: pode ter espaço para todos, mas a bússola continua com ele.
De um lado, um partido que já exibe musculatura própria: além de Gustinho Ribeiro, há o delegado André David, o pastor Heleno Silva, duas candidatas de peso (Gedalva e Gracinha), o candidato carimbado da Universal e, para completar o pacote, uma chapa federal que já nasce com ambição de arrancar duas cadeiras em Brasília. Do outro, a romaria de políticos que descobriram que vestir a camisa dos Republicanos virou a tendência fashion da temporada, uma mistura de desfile primavera-verão com liquidação de outono-inverno. Todo mundo quer um pedaço da vitrine, mas o aviso na entrada continua pendurado em letras garrafais: “Aberto para adesões, fechado para a liderança”.
E é aqui que mora o ponto central: os Republicanos, antes tratados como coadjuvantes, agora se apresentam como um partido de presidência forte, em que todas as vozes têm espaço, mas a linha política é definida por um comando único. A diferença é que, nesse palco, a palavra final não é resultado de disputas fragmentadas, mas da liderança consolidada de Gustinho Ribeiro.
No fundo, o que está em jogo não é apenas quem manda no partido em Sergipe, mas quem consegue transformar capital político em poder real. Porque, convenhamos: partido sem comando vira legenda de aluguel. E comando os Republicanos têm e se chama Gustinho Ribeiro. Ele não está sozinho nessa empreitada: conta com o apoio irrestrito do presidente nacional da sigla, o depurado Marcos Pereira, que já deixou claro que a liderança no estado não está em disputa.
Com esse respaldo, se Gustinho mantêm o controle, disciplina as correntes internas e segura a tentação dos caciques de ocasião, os Republicanos podem sim deixar de ser apenas a “bola da vez” para se firmarem como um partido de presença fixa e voz forte no campeonato nacional.Até lá, Sergipe assiste a esse espetáculo de bastidores. E se alguém ainda acha que o Republicanos é só mais uma sigla, basta olhar para a cena atual: é a vez de um partido que fala em coro, mas que sabe quem segura o microfone




