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Prefeita ou influenciadora? Emília Corrêa entra na mira do MP por exibir “mimos” de empresas sergipanas

A prefeita de Aracaju resolveu inovar na gestão. Mas não estamos falando de políticas públicas, obras ou soluções urbanas. Emília Corrêa (PL), eleita para administrar a capital sergipana, parece ter assumido também o papel de garota-propaganda das boutiques e joalherias locais. Sim, a prefeita tem postado em suas redes sociais agradecimentos calorosos por presentes recebidos de empresas da cidade. O resultado? Denúncia no Ministério Público.

Joia, roupa e publicidade gratuita?

Os registros estão lá, bem visíveis nas redes sociais da própria prefeita. Emília aparece usando e agradecendo “mimos” de estabelecimentos como Dica Modas, Dhillus e Joalheria Pérola. Nada contra a moda local, mas quando uma autoridade pública transforma seu perfil oficial em vitrine de comércio, alguma coisa sai dos trilhos.

O comunicador Carlito Neto foi quem levou a história adiante. Protocolou uma denúncia junto ao Ministério Público de Sergipe (MPSE) e na Câmara Municipal, alegando que a postura da prefeita pode ferir princípios básicos da administração pública: impessoalidade, moralidade e legalidade. Em jogo está o possível enquadramento em improbidade administrativa, com base na Lei nº 8.429/92.

Influencer com verba pública?

Mais do que um deslize estético, o caso levanta questões graves. Se uma gestora pública usa suas redes, associadas ao cargo que ocupa, para promover marcas privadas, não está misturando os papéis? Pior: não estaria beneficiando empresas amigas, em detrimento da concorrência? Ou ainda: estaria utilizando sua visibilidade institucional para vantagens pessoais?

Aliás, é bom lembrar: a Lei de Improbidade não exige dolo para caracterizar o crime. Basta o uso indevido da função para obter vantagem indevida. E vantagem, aqui, pode ser um colar de ouro ou uma postagem “espontânea” com células de marketing.

O silêncio é uma estratégia?

Até agora, Emília Corrêa não comentou publicamente sobre a denúncia. Silêncio não costuma ser boa estratégia em tempos de redes sociais, especialmente quando a própria prefeita faz delas sua vitrine predileta.

Se o MPSE decidir investigar, a situação pode se complicar. E a pergunta que fica é: até onde vai a liberdade de expressão de uma autoridade pública antes de cruzar a linha da ilegalidade?

Aos eleitores e cidadãos de Aracaju, resta acompanhar e cobrar. Porque não é de mimo em mimo que se faz uma gestão transparente.


Comente abaixo: você acha que a prefeita agiu como cidadã ou como gestora? Promoção de marcas ou abuso de poder? Deixe sua opinião e compartilhe.


Fontes principais: F5News, Sergipense, Lei 8.429/92

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