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Entre aplausos, emoção e fama em risco, André Davi entra no jogo

A despedida do delegado André Davi não foi só aquele café com bolo e abraço de despedida, não. Aquilo ali teve clima de lançamento, de teste de popularidade e de recado político em caixa alta. Salão cheio, convite espalhado até para quem nem era tão próximo assim e uma movimentação que, em Sergipe, todo mundo sabe traduzir. Quando junta gente demais para dizer tchau, é porque alguém já está dizendo “me aguarde”. Não era adeus, era aquecimento de campanha com trilha sonora de aplauso.

Nas redes sociais, o povo fez o que sabe fazer melhor, comentar, analisar e tirar suas próprias conclusões. Teve elogio, teve lembrança das ações como delegado, mas teve também aquela pulga atrás da orelha, e agora, vai pra onde. Porque o sergipano não é besta, vê movimentação política e já começa a montar o quebra cabeça. E nesse caso, a leitura foi direta, André Davi não saiu de cena, só trocou de palco.

E quando entram em cena nomes como Emília Corrêa e Eduardo Amorim, aí meu amigo, não é só prestígio, é sinal. É como diz o sertanejo, onde tem fumaça, tem fogo, e ali tinha era labareda política. A presença dessas figuras não só animou o evento como deu aquele empurrão na tese que já corre solta, André Davi pode sim ser o nome com respaldo da prefeitura de Aracaju para disputar vaga de deputado federal. Não é pouca coisa, é estrutura, é base e é jogo grande.

Agora, vamos falar do momento mais comentado da noite, o delegado durão que se emocionou. E aí veio a frase que já entrou para o folclore político local, de que estava até “prejudicando a fama de mau”. Rapaz, veja que situação, o homem não pode nem se emocionar que já acha que está perdendo currículo. É como se tivesse que sair distribuindo cara feia na despedida para manter o personagem. Sergipe assistiu foi a um delegado humano, mas ele próprio ficou preocupado em não perder o papel de vilão. É quase um stand up involuntário.

No fim das contas, o evento deixou claro que André Davi não está encerrando ciclo nenhum, está abrindo outro, e com plateia, luz e roteiro bem alinhado. Sai delegado, entra candidato, e entra com barulho. E se depender do que se viu ali, a tal “fama de mau” pode até dar uma folga, porque agora o que vai ser testado mesmo é a fama de voto.

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