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Entre foguete, foto e promessa, Fábio tenta dançar conforme a música do governo

Fábio Mitidieri teve um fim de semana no modo vitrine: muita agenda, muita foto, muito sorriso e aquele marketing tentando transformar presença em entrega. Enquanto a oposição fazia barulho nas ruas, o governador preferiu posar acima da disputa. É a coreografia clássica do poder: quando a cobrança esquenta, aumenta-se o volume da propaganda.

Em Itabaiana e no circuito junino, o governo tentou vender presença, parceria e investimento. Tudo bem filmado, bem editado e bem distribuído. Só faltou o principal: separar obra real de efeito especial. Porque em Sergipe, ultimamente, tem anúncio que nasce grande no release e encolhe quando encontra a realidade. Fábio evitou o confronto direto sobre empréstimos, endividamento e transparência. Preferiu o silêncio calculado, aquele que parece prudência, mas também pode soar como falta de resposta. Quando a oposição pergunta onde está o dinheiro, não adianta responder com fogueira, sanfona e drone sobrevoando festa.

O governo repetiu o cardápio de sempre: desenvolvimento, turismo, emprego e futuro. Bonito no discurso, mas o povo quer nota fiscal da promessa. Quer saber quanto custou, quem recebeu, onde foi aplicado e quem vai pagar a conta depois que o forró acabar. No contraste, Valmir apareceu cobrando e Fábio apareceu embalando. Um buzinou no ouvido do governo. O outro tentou mostrar que ainda segura o volante. Mas governar não é posar na cabine do caminhão. É explicar a carga, o destino e o peso da dívida.

No resumo, Fábio ocupou eventos, movimentou a máquina e tentou transformar agenda oficial em narrativa eleitoral. Só que fotografia não responde pergunta, marketing não paga boleto e presença não substitui transparência. Quando a cobrança entra no salão, nem o melhor forró oficial consegue esconder quem pisou no pé do povo.

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