Política boa é aquela que entrega. Que pensa com a cabeça erguida, mas age com os pés no chão. Que articula com precisão, governa com firmeza e decide com responsabilidade. Política boa não é sobre gritar mais alto. É sobre ouvir melhor. Não é sobre revidar. É sobre resolver. Governar é, acima de tudo, ter método para tomar decisões e coragem para bancá-las. É ter a humildade de admitir que o mandato não é um trono, mas um contrato público e renovável apenas mediante entrega.
Em Sergipe, e especialmente em Lagarto, o que se vê hoje é mais que uma crise de gestão. É uma novela política que atravessa eleições, gerações e, sejamos honestos, egos mal curados. Porque essa disputa, meus caros, não começou ontem. Ela tem o roteiro escrito há muito tempo, com personagens que se alternam no palco mas mantêm o script vivo: é Saramandaia contra Bole-Bole, versão lagartense. Só que aqui, o realismo mágico virou realismo trágico e o povo continua pagando a conta da guerra entre coronéis reciclados e gestores com diploma.
De um lado, o projeto de quem entrega: Gustinho Ribeiro, com sua capacidade rara de articulação nacional, de leitura precisa dos bastidores, de execução orçamentária com estratégia. Um deputado federal que sabe operar o sistema político sem se corromper por ele. E ao seu lado, Hilda Ribeiro, a ex-prefeita que pegou um município desorganizado e entregou uma prefeitura funcional, com planejamento administrativo, centralização eficiente de serviços e responsabilidade fiscal. Hilda foi prefeita com pulso e com propósito.
Do outro lado, temos o prefeito Sérgio Reis, que prefere administrar como se estivesse vingando um almoço de domingo mal digerido. Um gestor que opera na lógica da trincheira: quem é contra é inimigo, e quem é aliado recebe bônus, seja no contrato ou no cargo. Sérgio não governa, ele revida. E nessa briga antiga entre os “Saramandaias” de hoje e os “Bole-Boles” do passado, quem sofre é Lagarto, que está atolada numa política de ressentimento com cara de gestão.
E enquanto o município perde investimentos milionários, como a fábrica do Grupo Maratá, que sumiu do mapa por falta de clima político com a atual gestão, o atual prefeito se ocupa em fiscalizar propriedades rurais de adversários, cobrar IPTU onde a lei diz que não pode, e nomear amigos para cargos técnicos, como se a prefeitura fosse extensão da sala de estar.
É nesse ambiente de fogo cruzado, onde o extremo grita mais alto que a razão, que Gustinho Ribeiro surge como uma das poucas vozes que ainda fala de equilíbrio com credibilidade. E não, isso não é uma fantasia de marketing político. É um posicionamento consolidado, construído em silêncio, sustentado por coerência e validado por entrega.

Na entrevista concedida hoje ao radialista Luiz Carlos Foca, o deputado Gustinho Ribeiro foi além do comentário político comum: ao mencionar o nome de Tarcísio de Freitas como possível liderança capaz de pacificar o país, não estava apenas fazendo um gesto de cortesia partidária, estava sinalizando com precisão estratégica. Gustinho compreende que o Brasil de hoje não precisa de mais uma caricatura ideológica ou de slogans embalados para redes sociais. Precisa de uma liderança que saiba transitar entre a técnica e a política, entre o pragmatismo da gestão pública e o compromisso com a institucionalidade democrática. Alguém que tenha a capacidade de sentar à mesa com maturidade, articular com seriedade e se levantar dela com entregas reais — não apenas com aplausos da própria bolha.
E sejamos francos: racionalidade virou artigo de luxo no debate político. O Brasil não está em crise por falta de apoio popular, mas por falta de líderes com coragem de sustentá-lo. Enquanto o eleitor busca soluções concretas, muitos políticos ainda preferem a performance ao resultado. Em tempos de gritaria, quem fala com equilíbrio e age com consistência acaba se destacando, não por falar mais alto, mas por fazer mais sentido.
Se estivéssemos em Saramandaia, Gustinho não seria nem o João Gibão que voa, nem o Zico Rosado que explode, seria aquele que costura os conflitos da cidade com método, com olho clínico e com um senso profundo de realidade. Porque ele sabe que o Brasil não precisa de encantamento, precisa de estabilidade. E talvez seja por isso que, entre tantos que gritam, ele seja um dos poucos que ainda é ouvido.
Sobre a concessão da DESO e o futuro do abastecimento de água, o deputado mostra mais uma vez que está a anos-luz de distância da política que vive de grito e meme. Sem fazer oba-oba privatista e sem cair na tentação do “tudo que é público é ineficiente”, o deputado apresenta uma análise lúcida: a distribuição d’água exige bilhões que o Estado não tem. A solução, ainda que não perfeita, é pragmática: transferência para a iniciativa privada com acompanhamento e cobrança.
E como se não bastasse a força política em Brasília, a capacidade de articulação em Lagarto e o comando de uma das maiores engrenagens partidárias de Sergipe, o Republicanos, ainda há mais uma carta na manga da família Ribeiro: Hilda. E não é pouca coisa. Hilda Ribeiro, ex-prefeita de Lagarto, saiu da gestão com mais de 60% de aprovação e, hoje, é cotada nacionalmente dentro do partido para disputar uma vaga ao Senado da República. Isso mesmo.

E não é porque é esposa de Gustinho. É porque tem capital político, gestão comprovada, e nome limpo. E se esse projeto sair do campo das ideias para a arena eleitoral, o Senado pode se preparar para uma candidatura que une experiência com carisma, e técnica com voto. Enquanto isso, o atual prefeito da cidade mal consegue manter uma secretária de Finanças por 100 dias. (E quando ela sai, adivinha quem assume? O melhor amigo do prefeito. É gestão ou confraria?)
Outro questionamento a fazer é sobre permuta entre a Prefeitura de Lagarto e o Grupo Maratá, envolvendo um terreno no centro da cidade e um prédio destinado ao novo Centro Administrativo Municipal, acabou se tornando um divisor simbólico entre dois modelos de gestão. A proposta, aprovada pela Câmara e embasada em critérios técnicos, tinha como objetivo reduzir gastos com aluguéis, centralizar os serviços públicos e melhorar o atendimento ao cidadão.
O problema é que o debate saiu do campo técnico e virou palanque. Questionamentos legítimos se misturaram com ataques políticos, e o que poderia ter sido uma solução estruturante acabou travado. Com isso, o município perdeu a chance de atrair um investimento privado estimado em R$ 400 milhões, e com ele, centenas de empregos e desenvolvimento.
Quando a política vira obstáculo para o interesse público, quem perde é sempre a cidade. Em meio a tudo isso, o Republicanos de Sergipe segue crescendo. Com nomes consolidados, novas articulações e dobradinhas bem montadas, o partido se prepara para eleger uma bancada forte tanto estadual quanto federal.
Thiago de Joaldo, Carminha, Padre Rinaldo, Ícaro de Valmir, Heleno Silva, todos entrando no tabuleiro com apoio claro de Gustinho. O que está sendo montado não é só uma chapa. É uma engrenagem de poder sólida e coerente, com presença local, regional e federal. É projeto de longo prazo. E isso, em Sergipe, faz falta.
Sergipe não precisa de briga. Lagarto precisa de resultado. O Brasil precisa de política com P maiúsculo. E entre as falas vazias da atual gestão municipal e a construção sólida do grupo de Gustinho e Hilda, a escolha é quase didática.
Se o eleitor quiser continuar tropeçando no buraco da perseguição, a opção está clara. Mas se quiser reconstruir Lagarto com planejamento, respeito, articulação e capacidade técnica, os nomes certos já estão postos na mesa. E como diria um velho jornalista meio ácido e que Deus o levou nessa semana (Ivan Valença): “Governo não é palco de revanche, é espaço de entrega. E quem ainda não entendeu isso, que saia do microfone e vá para o almoxarifado”.




