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Fábio Henrique ganhou no TRE, mas o MPE pediu replay

Fábio Henrique mal terminou de comemorar a decisão favorável do TRE-SE sobre sua elegibilidade e já recebeu outra visita no caminho: o Ministério Público Eleitoral impugnou seu registro. Em Sergipe, candidato não corre apenas atrás de voto; corre também atrás de prazo, recurso e advogado. O MDB ainda nem guardou o champanhe e já precisou abrir o Código Eleitoral.

A discussão vem das contas do Projovem Trabalhador, no período em que Fábio administrava Nossa Senhora do Socorro. O MPE entende que decisões do TCU podem gerar inelegibilidade; a defesa sustenta o contrário e já tem uma decisão favorável do TRE. Em linguagem simples: o Tribunal disse “pode jogar”; o Ministério Público pediu VAR.

Mas convém conter o entusiasmo dos adversários. Fábio Henrique não está cassado nem fora da eleição. Há uma impugnação a ser julgada. Seu advogado tratou o novo capítulo como algo esperado, aquele tipo de “normal” que em política significa: ninguém gostou, mas todo mundo já tinha a nota pronta.

O problema é que Fábio não é candidato decorativo. Ex-prefeito, ex-deputado federal e nome conhecido, pode pesar na chapa proporcional do MDB. Por isso, o partido segue fazendo campanha com santinho numa mão e calculadora na outra, torcendo para que ninguém precise acrescentar um recurso no verso.

A ironia é perfeita: Fábio buscou antecipadamente uma declaração de elegibilidade para ganhar segurança jurídica, conseguiu decisão favorável e logo depois ganhou nova discussão judicial. Na eleição sergipana de 2026, até o candidato declarado elegível precisa continuar provando que é elegível.

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