PUBLICIDADE

Festejos da Sergipanidade começam com arte, crítica e forró: o que esperar do festival que sacode Sergipe

Exposições, cortejos, shows e debates: a cultura sergipana vai ocupar o centro do palco — literalmente

A partir desta quinta-feira (16), Sergipe para para se olhar no espelho — e ver muito mais do que cangaceiro e forró. Começa oficialmente a programação dos festejos da Sergipanidade, circuito cultural que, até o dia 26 de outubro, promete transformar a capital e o interior em um palco aberto de identidade, crítica e pertencimento.

Você pode até achar que é “só mais um evento do governo”. Mas a verdade é que, por trás da lona cultural montada pelo Estado, pulsa uma provocação: afinal, o que é ser sergipano em 2025? E o que nos diferencia do resto do país que só lembra de Aracaju no mapa do tempo?

O festival quer responder com arte, com discurso e — claro — com zabumba e batucada.


A Sergipanidade como revolta: cultura é identidade (e resistência)

Se você ainda acha que cultura é enfeite, perdeu a aula. O Dia da Sergipanidade, celebrado em 24 de outubro, foi criado por lei estadual em 2019 para ser exatamente o oposto da decoreba histórica: é política cultural viva, onde mestres do saber popular dividem espaço com artistas contemporâneos, sanfoneiras e até desfiles de moda com palha de ouricuri.

A edição de 2025 dos festejos da Sergipanidade não foge do embate: a proposta é expandir o olhar, descentralizar os holofotes e colocar em xeque o que (e quem) representa o povo sergipano. E não só nos palcos: os debates e oficinas agitam tanto o Complexo Cultural Gonzagão, em Aracaju, quanto municípios como São Cristóvão, Neópolis e Laranjeiras.


Onde vai acontecer?

O festival acontece simultaneamente em diversos polos culturais. Confira os principais:

  • Corredor Cultural Wellington Santos “Irmão” – sede da Funcap
  • Palácio-Museu Olímpio Campos – Centro de Aracaju
  • Complexo Cultural Gonzagão – Augusto Franco
  • Municípios parceiros: Neópolis, Laranjeiras, São Cristóvão

O calendário completo mostra como o projeto “Cultura em Toda Parte” vai além da capital para distribuir arte e diálogo em regiões historicamente esquecidas pelo circuito oficial da cultura.


Programação dos festejos da Sergipanidade

Abaixo, um recorte dos principais eventos da programação confirmada até agora:

Quinta-feira, 16/10

  • 10h – Corredor Cultural: Abertura da exposição coletiva “Sergipanidade: Pertencimento e Identidade”, com 15 artistas visuais contemporâneos.

Sexta-feira, 17/10

  • 18h – Palácio Olímpio Campos: Concerto de abertura + Exposição Tramas da Cultura Sergipana.
  • 19h – Neópolis: Feira, Orquestra na Estrada, Cinema na Praça e apresentações culturais.

Domingo, 19/10

  • 18h – Laranjeiras: Cultura popular ao ar livre, com feira e folguedos locais.

Terça e Quarta, 22 e 23/10

  • 8h – Gonzagão: Debate “Sergipanidades, Patrimônio Cultural Imaterial e Memórias”, com mestres da cultura viva.
  • 19h – Gonzagão: Feira + espetáculos da Trupe Kadabra, Saurus e NuTempo.

Quinta-feira, 24/10 – Dia da Sergipanidade

  • 14h – Gonzagão: Oficina de cerâmica e palha de ouricuri.
  • 15h – Calçadão João Pessoa: Cortejo Cultural com manifestações de Estância, São Cristóvão, Barra e Laranjeiras.
  • 16h em diante – Gonzagão e São Cristóvão: Feira, desfiles, shows e o “Sergipe Fashion Day”.

Sábado, 25/10

  • 17h – Gonzagão: Shows de NG Lampião da Rima, Jaque Barroso, Mayra Félix e Héloa.

Domingo, 26/10 – Encerramento

  • 17h – Gonzagão: Tributo a Ismar Barreto, entrega de sanfonas no projeto Sanfoneiras de Sergipe, exibição da Ópera do Milho e shows de Chiko Queiroga e Antônio Rogério.

Um festival que é mais que festa

O que se vê nos festejos da Sergipanidade é mais que um calendário cultural. É uma tentativa – ousada, por sinal – de fazer com que o sergipano pare, pense e se reconheça. Que saiba que ser daqui não é “ser menor” — é carregar uma história que pulsa em cada zabumba, cerâmica, tecido e palavra falada com sotaque.

E se depender do que vem por aí, essa sergipanidade vai ecoar muito além de outubro.


E você? Vai participar dos festejos da Sergipanidade ou vai continuar achando que cultura é só “coisa de artista”? Comente, compartilhe e marque aquele amigo que ainda não entendeu o que é ser sergipano de verdade. Vamos discutir isso juntos?


Fontes Principais:

  • Governo de Sergipe (se.gov.br)
  • Funcap – Fundação de Cultura e Arte Aperipê
  • Infonet.com.br
  • F5News

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *