O fim de semana mostrou que a campanha para o Governo de Sergipe já trocou o cafezinho pela gasolina. Fábio Mitidieri pegou a estrada, passou pelo Sul e Centro-Sul e exibiu a musculatura de uma campanha cercada de prefeitos, candidatos e aliados. Foi carreata para todo lado. Se quantidade de carro elegesse governador, o TRE já podia pedir a planilha ao Detran e economizar as urnas.
Valmir de Francisquinho fez o movimento contrário e levou a Caravana da Mudança para Aracaju, percorrendo vários bairros da capital ao lado de Priscila Felizola, Eduardo Amorim e aliados. Depois de uma semana marcada pela vitória no TRE e pela volta à campanha, Valmir apareceu sorridente, abraçando gente e tentando recuperar o tempo perdido. Para o itabaianense, que atravessou uma verdadeira novela jurídica, voltar às ruas deve ter tido até gosto de estreia: faltou apenas subir a legenda “o candidato voltou”.
Enquanto Fábio e Valmir brigavam pelo prêmio de maior quilometragem eleitoral, Ricardo Marques, Emanuel Cacho, Taty Cristina e Dr. Helton fizeram um fim de semana bem mais discreto. Ricardo e Emanuel tiveram menos barulho, Taty apareceu pouco e Helton viu a questão jurídica da Federação PSOL/Rede chamar mais atenção que sua agenda. Na corrida eleitoral, uns estavam com o pé no acelerador; outros pareciam ainda procurando onde deixaram a chave do carro.
No balanço, Fábio mostrou estrutura e Valmir mostrou disposição para ocupar a rua; os demais precisam aumentar o volume para não assistirem à eleição da arquibancada. Mas carreata bonita, bandeira na janela e buzina afinada continuam sendo apenas campanha, não pesquisa nem voto depositado. O eleitor sergipano viu o espetáculo passar e, como sempre, guardou para si a parte mais importante: a caneta da urna ainda está na mão dele.




