A Polícia Federal de Sergipe resolveu abrir o armário — e, como era de se esperar, encontrou mais um esqueleto. Desta vez, o alvo é um esquema de fraude em repasses do Ministério da Cultura, com suspeita de desvio de recursos públicos através de projetos culturais fajutos.
Sim, até a cultura virou pretexto pra desviar verba. E a pergunta que martela: quantas fraudes ainda cabem em Sergipe?
Golpe de mestre: como fingir que valoriza a cultura e encher o bolso
A investigação aponta para um esquema já manjado: empresas e pessoas físicas recebiam grana via projetos culturais aprovados com documentação forjada ou superfaturada. Na prática, era tudo encenação — mas sem arte, sem espetáculo, sem retorno social. Só o caixa rolando.
Os mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Aracaju e outras cidades do interior. A PF, como de costume, chegou cedo, bateu na porta e levou computadores, documentos e celulares. Ainda não divulgaram nomes, mas os bastidores já fervem com a lista de “produtores culturais” com a ficha suja.
Sergipe virou playground de fraude?
Não é caso isolado. De janeiro até agora, mais de 30 operações contra golpes e esquemas fraudulentos foram deflagradas em Sergipe — incluindo desvios de verba do SUS, corrupção em prefeituras, licitações arranjadas e até fraudes no INSS.
Sergipe pode ser pequeno, mas a criatividade do crime aqui parece ter mestrado em gestão pública.
Quando tudo é fraude, o normal vira exceção
Projetos culturais, saúde, previdência, merenda escolar — nada escapa. O que assusta é a naturalização do desvio. Parece que “pegar um pedaço do bolo” virou regra do jogo, e quem tenta seguir a lei é que passa por otário.
A sociedade assiste tudo com um misto de raiva e cansaço. Só que se a gente não reagir, daqui a pouco vai faltar polícia pra dar conta do volume de trambique.
🤔 E você? Já se perguntou quem realmente está levando o seu dinheiro em nome da cultura?
Fontes principais:
- Polícia Federal
- Portal A8SE
- Jornal da Cidade
- G1 Sergipe




