O funeral do Papa Francisco, realizado no último sábado (26), transformou-se em um espetáculo de diplomacia e disputas simbólicas, reunindo mais de 130 delegações estrangeiras, incluindo 50 chefes de Estado e 10 monarcas.
Entre os presentes estavam o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, o atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente argentino Javier Milei — este último protagonizando uma cena inusitada ao chegar atrasado à cerimônia, arrancando comentários (nada discretos) sobre sua pontualidade duvidosa.
O evento também não escapou de críticas afiadas: um mural em Roma, assinado pela artista urbana Laika 1954, estampava a pergunta “E a esses, quem os convidou?”, em referência direta a figuras como Milei, Trump e Nicolás Maduro. A crítica, explícita, dava o tom de que a despedida de Francisco foi menos sobre fé e mais sobre a pesada carga política que carregava.

Conclave marcado: os olhos voltados para o próximo Papa
O conclave que elegerá o novo Papa já tem data definida: 7 de maio, na Capela Sistina. Participarão 135 cardeais eleitores, sendo que 108 foram nomeados pelo próprio Francisco — reforçando sua aposta em uma Igreja mais inclusiva e comprometida com as pautas sociais.
Entre os principais papáveis, despontam:
- Pietro Parolin (Itália): atual Secretário de Estado do Vaticano, mestre nas articulações diplomáticas internas.
- Matteo Zuppi (Itália): arcebispo de Bolonha, conhecido por seu diálogo com movimentos sociais e trabalho humanitário.
- Luis Antonio Tagle (Filipinas): considerado o “Francisco asiático”, forte defensor dos pobres e da inclusão.
- Robert Sarah (Guiné): voz da ala conservadora, representa uma possível guinada de volta ao tradicionalismo.
- Pierbattista Pizzaballa (Itália): Patriarca Latino de Jerusalém, referência no diálogo inter-religioso.
O conclave será realizado sob regras de sigilo absoluto, com os cardeais isolados na Casa Santa Marta até a escolha final. Para que um novo Papa seja eleito, é necessária maioria qualificada de dois terços dos votos.
Fontes:
El País; AP News; Wikipedia – Conclave de 2025; Huffington Post Espanha
Se o velório foi um espetáculo político, o conclave promete ser um verdadeiro ringue ideológico entre progressistas e conservadores. Preparem a pipoca.




