Se alguém ainda acreditava que o G7 serve pra algo além de fotos de líderes sorrindo, os últimos dias detonaram essa ilusão. O conflito entre Israel e Irã já soma cinco dias de bombardeios, com mais de 220 mortos no Irã e dezenas em Israel. E o cenário que se desenha no encontro das sete maiores economias do mundo no Canadá? Diplomacia parada, discórdia interna e crise real.
Trump foge no meio da cúpula
Donald Trump abandonou o G7 abruptamente na segunda-feira, após o jantar dos líderes. Oficialmente, alegou “assuntos urgentes relacionados ao Oriente Médio”, mas a saída não pegou bem nem entre aliados. Emmanuel Macron, presidente da França, insinuou que Trump havia apresentado uma proposta de cessar-fogo entre Israel e Irã, o que foi imediatamente negado pelo americano, que ainda disparou críticas ao francês, chamando-o de “busca atenção”.
Como se não bastasse, Trump usou sua rede social para pedir a evacuação imediata de Teerã e declarar que “ninguém deveria estar lá”. Ou seja, enquanto o G7 tentava simular unidade, o ex-presidente dos EUA preferiu a retórica do confronto — e se retirou do jogo.
Zelenskiy vira coadjuvante
Com a guerra no Oriente Médio no centro dos holofotes, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskiy, viu sua causa perder espaço. Ele viajou ao G7 em busca de mais apoio militar e econômico contra a Rússia, mas acabou ofuscado por explosões em Gaza e pronunciamentos inflamados. A guerra da Ucrânia virou segundo plano — e isso é um recado nada sutil sobre as prioridades das potências ocidentais.
Notas de repúdio e selfie de líderes
No fim, o G7 conseguiu publicar um comunicado conjunto pedindo “moderação” e “cessar-fogo” no Oriente Médio — mas sem citar culpados, sem propor ações concretas e, claro, sem consenso real. A declaração só saiu após muita pressão para que Trump assinasse — e mesmo assim, o teor final foi diluído.
Enquanto isso, os mercados derretem. O petróleo dispara, o ouro sobe, a tensão se espalha. E o que os líderes fazem? Sessão de fotos, reuniões de cúpula com jargões reciclados e um teatro diplomático digno de prêmio — se a situação não fosse tão trágica.
E a ONU?
Desaparecida. A Organização das Nações Unidas parece ter assumido o papel de espectadora global. Sem relevância, sem protagonismo e sem força para conter os avanços militares e políticos dos blocos que se formam. A China já iniciou a evacuação de seus cidadãos do Irã e de Israel — movimento que indica: eles não acreditam em diplomacia nenhuma.
Guerra, caos e selfie: o G7 ainda serve pra algo? Ou já virou só mais um clube de líderes vaidosos que não conseguem resolver nada? Deixa tua opinião nos comentários e compartilha esse texto com quem ainda acredita em liderança global.
Fontes Principais
- Reuters
- Associated Press
- The Guardian
- Financial Times




