Enquanto o ministro promete prosperidade em evento nos EUA, projeções oficiais reduzem crescimento e expõem um país atolado em juros altos, baixo investimento e inflação resistente.
A promessa (sem nota fiscal)
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, subiu ao palco do Instituto Milken, em Los Angeles, e fez um anúncio digno de outdoor: “O Brasil tem condições de crescer 3% ao ano até 2026”.
Palmas, sorrisos e manchetes garantidas.
No entanto, no mundo real — aquele que paga boleto, enfrenta juros de dois dígitos e vê o desemprego rondando de novo — ninguém está comprando esse otimismo todo. Analistas, instituições financeiras e até o próprio governo já enxergam outro cenário.
O que os números dizem (e o governo não gosta de ouvir)

Enquanto Haddad faz tour por conferências internacionais, as projeções oficiais seguem na contramão do discurso.
Veja os números mais recentes:
- Banco Central: reduziu a previsão de crescimento do PIB para 1,9% em 2025.
- Ministério da Fazenda: revisou a estimativa de 2,5% para 2,3%.
- Relatório Focus: mostra o mercado prevendo apenas 2,0% de crescimento, e olhe lá.
Ou seja, enquanto o ministro fala em “transformação estrutural”, os indicadores apontam estagnação — e com risco de piora.
E o que está travando o Brasil?
É fácil listar os entraves. Além da política econômica errática, o país enfrenta obstáculos já conhecidos:
- A Selic continua nas alturas, com previsão de atingir 14,75% — o maior patamar desde 2006.
- A inflação não dá trégua, mantendo o IPCA acima da meta pelo segundo ano seguido.
- O cenário internacional também não ajuda, com desaceleração nos EUA, Europa e China.
- Por fim, as incertezas internas aumentam, com reformas emperradas e gastos públicos em expansão.
Portanto, o discurso de retomada esbarra num ambiente macroeconômico hostil — em parte, criado pelo próprio governo.
Crescimento verde, discurso vermelho
Durante sua fala nos Estados Unidos, Haddad também tentou surfar na onda da “transição verde”. Anunciou planos de centros de dados sustentáveis, com energia limpa, e prometeu atrair bilhões em investimentos.
A ideia pode até soar moderna, mas a execução é uma incógnita. Até agora, nenhum contrato, nenhum investimento concreto e nenhuma medida real. Só discurso.
Além disso, a proposta vem justamente de um governo que tem enfrentado críticas por não entregar metas fiscais, mudar âncoras econômicas e sinalizar intervenção no setor produtivo.
A retórica da ilusão
Não há problema em sonhar alto. O problema é fingir que o sonho já virou realidade.
O governo Lula parece mais preocupado em vender uma narrativa otimista do que em ajustar as engrenagens da economia. Enquanto isso, o mercado segue desconfiado, o crédito encarece e a classe média se encolhe.
Haddad tenta convencer o mundo de que o Brasil vai decolar. Mas, por aqui, tudo indica que o país mal consegue taxiar na pista.
E aí, leitor?
Você acredita mesmo nesse “Brasil que cresce 3% ao ano”? Ou já entendeu que esse governo vende ilusão com selo oficial? Comente aqui embaixo e compartilhe esse texto com quem ainda acha que número se inventa por decreto.




