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Hilda Ribeiro, a cereja do bolo que a política tenta fingir que não vê

Na política, como na vida, há movimentos que não surpreendem ninguém, apenas confirmam o que já estava desenhado no ar. A saída de Gustinho Ribeiro do Republicanos é um desses casos. Não é especulação, é cronologia. Ele já anunciou que não pretende permanecer no partido, já posou para fotos com Arthur Lira e com o presidente do PP em Sergipe, Laércio Oliveira, e só permanece formalmente no Republicanos por uma razão técnica. O mandato é do partido, e a janela partidária ainda não abriu. Simples assim. Todo o resto é teatro.

A conversa de bastidor diz que Gustinho ainda segura a carteirinha por um pedido pessoal de Marcos Pereira. Pode até ser. Mas ninguém tira foto com o comando nacional do PP por hobby. Gustinho sai, leva seu grupo, leva seus negócios e leva sua estrutura. Política é soma, não apego emocional a sigla. E o PP sabe disso.

Fioti também assina com o PP com a tranquilidade de quem sabe onde pisa. Nada abrupto, nada improvisado. Movimento pensado, coordenado e público. Mas se isso já é relevante, a verdadeira cereja do bolo tem nome, sobrenome e história política própria. Ilda Ribeiro.

Ex-prefeita de Lagarto, pré-candidata a deputada estadual, Hilda não chega como quem pede licença. Chega como quem soma. Experiente, carismática, dona de uma trajetória que dispensa maquiagem política. Ilda ri, brinca, circula, conversa. Não faz esforço para agradar porque nunca precisou disso para construir capital político. Sua força vem do território, da gestão, da memória administrativa e do vínculo real com as pessoas.

Parte da imprensa tentou vender a narrativa de que o PP e a União Brasil estariam “rifando” o nome de Hilda por medo de disputa interna. Balela. O que se vê, na prática, é o oposto. A federação PP-União Brasil deixa claro que Hilda entra para somar, fortalecer a chapa e ampliar o potencial eleitoral do grupo. Com ela, o projeto não perde vaga. Ganha musculatura.

A conta é simples e fria, como toda boa conta política. Com ela, o grupo trabalha com a perspectiva real de eleger de cinco a seis deputados estaduais. Sem ela, esse cenário ficaria muito mais apertado. Não é sobre simpatia pessoal. É sobre voto, densidade eleitoral e liderança consolidada.

Quem acompanha o trabalho de Hilda Ribeiro em Lagarto sabe. Sua atuação como prefeita deixou marca, presença e memória positiva. Obras, diálogo com a comunidade, proximidade com as bases e uma habilidade rara de transitar entre técnica e afeto de quem conhece gente pelo nome, conhece problema pelo endereço e resolve sem espetáculo.

Dentro da União Brasil, seu nome é bem recebido, respeitado e estrategicamente valorizado. Não à toa, já se discute, nos bastidores, a possibilidade de a União Brasil assumir a presidência da Assembleia Legislativa no próximo ano. E em qualquer arranjo de poder sério, Hilda não é figurante. É peça central.

A política sergipana vive um momento de reorganização clara. Quem soma, avança. Quem subestima lideranças reais, fica para trás. Hilda Ribeiro não é risco para partido nenhum. É ativo. É voto. É estrutura. É liderança testada. No tabuleiro que se redesenha, ela não é apenas a cereja do bolo. É o ingrediente que faz o bolo crescer.

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