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Ibrain, os Reis e os Ribeiro: a briga boa de Lagarto

Ibrain de Valmir chega à reeleição como nome forte em Lagarto e no Centro Sul sergipano. Filho de Valmir Monteiro, ele carrega uma herança política pesada, daquelas que abrem portas, puxam votos e também atraem pancada. Foi eleito em 2018 com 32.059 votos e reeleito em 2022 com 16.554. Agora, com mandato, base própria e apoio do grupo de Sérgio Reis, prefeito de Lagarto, Ibrain entra em 2026 mais encorpado. Em política de interior, quando o deputado já tem voto e ganha prefeitura amiga, a sanfona toca mais alto e o povo começa a calcular a dança.

Seu mandato tem foco em saúde, esporte, comunidades rurais, infraestrutura, prevenção ao suicídio e proteção social. Não é um parlamentar perdido procurando assunto. Ibrain fala para sua região, trabalha pautas de interior e sabe usar a tribuna com firmeza. Tem produção legislativa, presença em comissões e uma marca política clara. O eleitor pode até discordar dele, mas não pode dizer que ele entrou na Assembleia como turista de plenário. Ele conhece o caminho, sabe onde a política aperta e aprendeu cedo que, em Lagarto, até silêncio tem lado.

A grande novela é a guerra com a família Ribeiro. De um lado, Ibrain e o grupo de Sérgio Reis. Do outro, os Ribeiro, com Gustinho e Áurea no jogo. É o velho bololô lagartense: Bole Bole e Saramandaia não se misturam nem com reza forte e colher de pau. A briga com Áurea Ribeiro mostrou bem isso. Teve acusação, resposta dura, obra no meio, Valmir lembrado e tribuna quase virando cozinha de família em domingo de almoço. Em Sergipe, quando política local esquenta, o microfone vira panela de pressão.

Mas a força de Ibrain também aumenta sua cobrança. Com o apoio de Sérgio Reis e Fábio Reis, ele pode crescer bastante e até ampliar muito sua votação. Só que o eleitor vai querer saber se esse reforço vira obra, saúde, estrada, emprego e presença real ou se será apenas mais uma máquina eleitoral fazendo zoada na porta da feira. Ibrain tem nome, base, grupo e discurso. Agora precisa provar que sua reeleição representa entrega concreta para Sergipe, não apenas a continuação da guerra dos grupos de Lagarto. Porque o povo até ri do Bole Bole, acompanha a Saramandaia e comenta a briga, mas na urna pergunta simples: quem trabalhou de verdade e quem só fez barulho no mercado?

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