A Geração Z ergueu um império digital, mas parece que alguns já estão jogando esse castelo no lixo — literalmente, em sites de aposta.
Sim, a economia dos criadores está bombando. Temos mais de 14 milhões de influenciadores no Brasil, 71% deles da Geração Z, essa turma que aprendeu a fazer dinheiro com carisma, algoritmo e storytelling. Só que agora, no meio do glamour e das publis milionárias, surge um debate espinhoso: até onde vai o poder (e a responsabilidade) dessa nova elite?
E é aqui que entra Virgínia Fonseca, a queridinha das marcas e bilionária da influência. Quando ela apareceu promovendo uma casa de apostas para seu público — que inclui um mar de adolescentes —, acendeu-se um alerta: estamos romantizando demais o poder de influência e esquecendo do básico. Afinal, influenciar é formar opinião ou manipular comportamento?
A nova elite digital está vendendo o quê, exatamente?
Não é exagero: estamos diante de um momento definidor para o ecossistema da influência. A mesma geração que derrubou barreiras, construiu negócios do zero e popularizou debates importantes como saúde mental e inclusão, agora precisa olhar no espelho.
Promover apostas esportivas para milhões de seguidores é só mais uma publi ou é um desserviço travestido de empreendedorismo? Porque quando a Virgínia anuncia uma “casa de entretenimento”, mas o que ela está vendendo é vício disfarçado, precisamos parar e refletir. Ainda mais no contexto da CPI das Bets, que já escancarou como essas plataformas se aproveitam da ingenuidade de jovens e da ausência de regulação.
Influência sem freio é risco social
Vamos combinar: influenciador não é só vendedor de publi. Essa galera molda comportamento, alimenta tendências, influencia decisões de compra e, agora, também estimula apostas. Isso é grave.
Os microinfluenciadores — 83% do total no país — ainda carregam a vantagem da autenticidade. Mas quando os gigantes da influência como Virgínia erram feio, o impacto reverbera em toda a cadeia. E mais: reforça a ideia de que tudo é válido em nome do engajamento.
Portanto, o buraco é mais embaixo. Estamos criando uma elite digital que movimenta bilhões, mas que ainda age como se vivesse numa terra sem lei. A CPI das Bets está aí justamente para expor essa mistura explosiva entre aposta, lucro fácil e manipulação emocional via rede social.
A hora da autorregulação (antes que o Estado chegue primeiro)
Se essa geração quer ser levada a sério como potência econômica e cultural, vai ter que mostrar maturidade. Isso significa, sim, abrir mão de certas parcerias, exigir mais das marcas e lembrar que seguidor não é gado — é gente.
Quer vender produto de beleza? Vai fundo. Quer lançar sua marca? Palmas. Mas usar a confiança do público para empurrar apostas disfarçadas de diversão? Aí não dá.
O jogo virou, literalmente. E a pergunta que fica é: os influenciadores da Geração Z querem ser agentes de transformação ou apenas corretores de vício digital?
📣 E você?
Acha certo influenciadores promoverem sites de aposta? Devem ser responsabilizados? A Geração Z vai mudar esse cenário ou só vai repetir os erros das elites passadas? Comenta aí, vamos abrir o jogo.
Fontes Principais:
- Censo de Criadores de Conteúdo no Brasil 2025 – Wake Tech
- Senado Federal – CPI das Apostas Esportivas
- G1, UOL, Metrópoles – Cobertura sobre Virgínia Fonseca e apostas





Uma resposta