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Irmãos Amorim levam “porta na cara” no Republicanos de Sergipe

A peregrinação dos irmãos Amorim em busca de um partido ganhou mais um capítulo tragicômico. Depois de rodarem por várias legendas em Sergipe, bateram à porta do Republicanos Nacional, em Brasília, cheios de expectativas. Receberam atenção? Receberam. Mas também receberam um recado direto: “em Sergipe, quem manda é Gustinho Ribeiro”.

Ou seja, a esperança de controlar a legenda evaporou antes mesmo do café esfriar.


O recado de Marcos Pereira: “Conversem com Gustinho”

Na reunião com Marcos Pereira, presidente nacional do Republicanos, os Amorim acharam que poderiam costurar um espaço privilegiado na sigla. Só que o dirigente nacional não titubeou: encaminhou a dupla direto para o deputado federal Gustinho Ribeiro, atual presidente estadual da legenda.

O gesto foi claro: em Sergipe, o comando do Republicanos não está à venda nem aberto para aventuras de última hora. Pereira deixou nítido que a autonomia de Gustinho é plena — e quem quiser espaço, precisa passar por ele.


Gustinho Ribeiro blindado no Republicanos

Gustinho Ribeiro não é um coadjuvante. Deputado federal de mandato consolidado, vem se firmando como uma das novas forças políticas do estado. Hoje, é ele quem articula candidaturas, negocia alianças e controla a estrutura partidária com vistas a 2026.

A ponto de, no fim de 2024, desmentir rumores de que Valmir de Francisquinho assumiria o comando da sigla. “Fake news”, disse, reforçando que o partido tem direção estadual estável e sob sua batuta.

Para os Amorim, isso significou um balde de água gelada: não há espaço para protagonismo fácil onde Gustinho já se consolidou.


Amorim em busca de pouso

A verdade é que os irmãos Amorim seguem numa espécie de via-crúcis partidária. Tentam voltar ao jogo político, mas esbarram em portas fechadas, lideranças locais fortalecidas e uma falta de espaço que grita.

Se no passado o sobrenome era suficiente para abrir conversas, hoje encontra resistência. O Republicanos foi só mais uma prova de que os tempos mudaram: não basta querer, tem que ter capital político — e, nesse quesito, Gustinho saiu vitorioso.


O que fica claro

A cena toda deixa uma lição cristalina: em Sergipe, o Republicanos tem dono, e não são os Amorim. A tentativa de ressurgimento político do clã trombou com a realidade de uma legenda já organizada e fechada sob comando local.

Se vão encontrar outro abrigo, só o tempo dirá. Mas, por enquanto, a romaria continua.


E você, leitor: os irmãos Amorim ainda têm fôlego político em Sergipe ou já viraram coadjuvantes de luxo? Comente abaixo e compartilhe para colocar mais lenha nesse debate.


Fontes principais

JL Política, A8 Sergipe, A Lô Sergipe, Câmara dos Deputados

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