Alerta aos pais sergipanos! Enquanto você acha que seu filho tá só curtindo um bloquinho inocente, ele pode estar soltando mais fumaça que trio elétrico em ladeira. E não é do confete, não… É do vape, o cigarro eletrônico que tá fazendo a cabeça (e o pulmão!) da juventude.
A moda do vape pegou de jeito! De acordo com o Ipec, 2,9 milhões de brasileiros tão nessa vibe, e boa parte é de adolescente que acha chique tragar vapor com gosto de chiclete, morango e até algodão-doce. É como se o mercado tivesse jogado uma bomba de açúcar no pulmão da molecada! Resultado: 22,7% dos jovens de 16 a 17 anos já experimentaram essa “brincadeira”.
E não se engane com aquele papo de que é só um vaporzinho inocente. Esse “chicletinho de morango” vem com nicotina e outras substâncias químicas de brinde, incluindo algumas com potencial cancerígeno. Enquanto a garotada solta argolas de vapor se achando influencer, o pulmão vai acumulando um coquetel de venenos. E o que é pior: muita gente tá ficando viciada!
Junto com ele, a ansiedade tá comendo solta. Não é à toa que o estoque de remédios controlados tá baixando mais rápido que latinha de cerveja em bloco de Carnaval. E a galera não tá usando só pra ansiedade, não… É um combo de “vaporzinho pra relaxar” com “pílula pra esquecer” que daria um samba-enredo inteiro.
Aliás, alguém lembra que o vape é proibido pela Anvisa desde 2009? Pois é… Mas quem liga pra isso quando dá pra comprar com um clique na internet? É tipo proibido, mas liberado. Se a venda é proibida, o marketing não recebeu o memorando, porque os sabores tão mais variados que cardápio de sorveteria!
Carnaval é tempo de festa, mas pra muitos jovens tá virando desculpa pra usar de tudo um pouco. Já tem pai que acha que o filho tá fantasiado de zumbi, mas é só o efeito do combo vape + remédio pra ansiedade. E depois ninguém sabe por que o adolescente dorme 14 horas seguidas, né? Fiquem atentos aos sinais: Fumaça com cheiro de chiclete saindo do quarto – spoiler: não é incenso!; Mudança de humor digna de novela mexicana – da euforia à irritação em segundos; Olheiras nível série da Netflix – o sono pode ser profundo, mas a qualidade é um desastre; Isolamento total – nem o Wi-Fi tá fazendo efeito.
Não é só drama de Carnaval, não! O uso prolongado do vape pode levar a problemas sérios, como: Doenças cardiovasculares – o coração fica sambando fora do ritmo; Problemas pulmonares graves – como a EVALI, que tem sintomas parecidos com Covid-19; Dependência química – e não adianta culpar só a internet, não!
Então, antes de liberar a fantasia, fique de olho no comportamento. Converse, oriente, seja o “pai-herói” ou a “mãe-maravilha” que seu filho precisa. E lembre-se: se a fantasia dele tiver nuvenzinha de vapor, pode não ser só efeito especial… Neste Carnaval, cuide dos seus filhos! Porque nem toda fumaça é confete, às vezes, é um pedido de socorro disfarçado.




