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Kaká Santos: mandato novo, base dividida e cobrança na urna

Kaká Santos chega à disputa pela reeleição como um deputado de primeiro mandato que cresceu politicamente, mas ainda precisa provar que cresceu também em entrega. Ele foi eleito em 2022 com 20.280 votos e construiu sua base principalmente em Tobias Barreto, no Centro Sul sergipano. Antes da Alese, foi secretário de Esportes do município e já tinha disputado a vice-prefeitura em 2020. Ou seja, não caiu de paraquedas na política, mas também ainda não virou medalhão. É aquele parlamentar que saiu do comércio, passou pela política local e chegou ao plenário tentando transformar Tobias em vitrine. A questão é saber se a vitrine está cheia de mercadoria ou só bem iluminada. 

Na Assembleia, Kaká tem atuação voltada para o Centro Sul, Sul sergipano, infraestrutura, saúde, mobilidade urbana, desenvolvimento regional e abastecimento de água. A Alese registrou projetos aprovados como o reconhecimento do Casamento Caipira de Cristinápolis como bem cultural, utilidade pública estadual para o Sindicato dos Agentes Comunitários de Saúde e Agentes de Combate às Endemias de Tobias Barreto, alteração de denominação da Rodovia SE 170, além de leis sobre cardápio físico em estabelecimentos e campanha contra assédio, importunação e violência sexual em estádios. Também vem destacando obras e anúncios para Tobias, como o edital do Mercado Hortifruti Granjeiro e o Programa Sergipe Participativo. É atuação de varejo regional, com pauta concreta, mas ainda sem aquele grande carimbo estadual que faça o eleitor dizer: “foi esse cabra que mudou o jogo”. 

O problema para Kaká é que Tobias Barreto pode virar um terreiro apertado em 2026. Há movimentação de Júnior de Diógenes, ligado à família Almeida, tentando uma vaga na Alese, e a imprensa local registra críticas duras contra Kaká por sua aproximação com o prefeito Dilson de Agripino. Júnior chegou a acusá-lo de trair a oposição de Tobias, o que mostra que a disputa municipal continua pegando fogo por baixo da cinza. Para completar, o próprio ambiente político local tem outros nomes e grupos tentando ocupar espaço. Em linguagem sergipana: Kaká pode até ter chegado primeiro na quadrilha, mas agora tem mais gente querendo dançar no centro do salão. E quando Tobias divide voto, meu amigo, até sanfoneiro toca olhando para a calculadora. 

Por isso, o eleitor precisa olhar para a reeleição de Kaká com calma, sem paixão de grupo e sem voto automático. Ele avançou, ganhou presença, se aproximou do governo e colocou Tobias no radar de algumas pautas. Mas também carrega uma cobrança justa: trouxe força real para a Assembleia ou ainda está mais no anúncio do que na entrega? Se conseguir mostrar obras, serviços e resultados concretos, entra competitivo. Se ficar apenas na fotografia, na fala bonita e na política de palanque municipal, a eleição pode ficar pesada. Porque o eleitor de Tobias é educado, mas não é besta. Ele ri da resenha, come o pastel da feira, ouve o discurso e depois pergunta seco: “Kaká, o senhor trouxe coisa boa ou só veio embrulhado para presente?”

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