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Doente e endividada: Lagarto paga o preço da má gestão de Sérgio Reis

O prefeito Sérgio Reis, de Lagarto, parece ter assumido a gestão municipal com um único plano: prometer o impossível, executar o improvável e endividar o município como se não houvesse amanhã. E infelizmente, do jeito que vai, não vai mesmo, pelo menos não para a saúde pública e para o equilíbrio fiscal da cidade. Em pouco mais de cinco meses de governo, o cenário já é de caos declarado.

O Ministério da Saúde confirmou, por meio do Programa Previne Brasil, que Lagarto vive um verdadeiro colapso na Atenção Básica. O Indicador Sintético Final (ISF), que mede o desempenho dos municípios na prestação de serviços primários de saúde, registrou uma queda brusca de 21,39% apenas no primeiro quadrimestre de 2025. A gestão anterior deixou um índice saudável, em 8,23. Sérgio Reis assumiu, e em menos de cem dias já havia derrubado o indicador para 6,47. Uma queda acentuada que não é apenas estatística — é a tradução fria do que mães, pais e crianças sentem diariamente nas filas dos postos, nas unidades sem estrutura, nas consultas que não acontecem e nas vacinas que não chegam.

O impacto disso vai muito além do ranking técnico. Com a queda no ISF, Lagarto passa a receber menos recursos do Governo Federal. Isso significa menos dinheiro para manter equipes de Saúde da Família, para comprar insumos básicos, para investir em campanhas de prevenção e para manter programas essenciais funcionando. Ou seja: a população perde na ponta, enquanto a gestão falha no centro do comando.

E como se não bastasse o caos na saúde, o prefito decidiu abrir uma segunda frente de crise: a financeira. Desde que assumiu, o prefeito tem acumulado empréstimos milionários em série, como se governar fosse sinônimo de hipotecar o futuro. Já são dezenas de milhões de reais contratados, com justificativas genéricas e promessas que só existem nos discursos — porque nas ruas de Lagarto, o povo continua sem ver obra, sem ver avanço e, sobretudo, sem ver coerência.

Os empréstimos foram protocolados com uma velocidade que impressiona até os bancos. E o mais grave: sem um plano claro de execução, sem metas transparentes, e com impactos preocupantes para o orçamento dos próximos anos. Lagarto está sendo empurrada para um endividamento que comprometerá não apenas esta gestão, mas também as próximas. Tudo isso num momento em que a arrecadação cai, os repasses federais reduzem e os serviços básicos colapsam. É a fórmula perfeita para uma tragédia fiscal anunciada, só não vê quem não quer.

O retrato dessa gestão, até agora, é o de uma prefeitura que corta da saúde, sufoca a educação, compromete o futuro e ainda sorri para a foto oficial. É o tipo de governo que confunde publicidade com política pública, confunde linha de crédito com resultado, e confunde a paciência do povo com carta branca para errar. Mas não é. O povo está cansado de promessas e quer gestão. Quer consulta marcada, vacina no braço, escola funcionando, buraco tapado e planejamento de verdade.

A Lagarto que votou por mudança hoje assiste, incrédula, ao avanço do improviso, do colapso e do endividamento. Sérgio Reis se elegeu prometendo transformação, mas entregou retrocesso. E se continuar assim, seu governo não será lembrado pela inovação, mas pela irresponsabilidade. Porque governar não é só assinar decretos, tirar foto e pedir empréstimo. É cuidar das pessoas, das contas e da cidade. E neste momento, Lagarto está sendo maltratada nas três frentes

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