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Luciano Bispo: experiência, cansaço e o osso da reeleição

Luciano Bispo chega a 2026 como um velho conhecido da política sergipana. Já foi prefeito de Itabaiana, deputado várias vezes, presidente da Assembleia e personagem central de muitos acordos. Conhece a Alese como quem conhece a própria sala de casa. O problema é justamente esse: depois de tanto tempo, o eleitor começa a perguntar se ainda está diante de experiência ou de cadeira cativa com CPF.

A força dele continua em Itabaiana, onde sempre foi bem votado e ainda mantém base política. Mas a cidade mudou, a política mudou e o eleitor também mudou. Itabaiana não é mais território onde basta chegar com sobrenome, passado e aperto de mão. Tem novos grupos, novos nomes, novas disputas e uma cobrança maior por resultado. Luciano pode até ter história, mas história sozinha não tapa buraco, não melhora hospital e não entrega obra.

O ponto mais crítico é o desgaste natural. No rádio, na rua e na conversa de feira, muita gente já percebe um cansaço político. Luciano parece aquele sanfoneiro antigo que todo mundo respeita, mas que já não puxa o forró com a mesma energia. E mesmo assim não larga o instrumento. Quer mais um mandato, mais uma volta, mais uma cadeira. Em política, permanência demais pode virar serviço prestado; mas também pode virar teimosia bem remunerada.

Além disso, o passado de Luciano não vem só com medalha. Vem também com poeira, desgaste, críticas e lembranças incômodas de administrações antigas. O eleitor precisa olhar para isso sem romantismo. Não basta dizer que ele foi importante. A pergunta agora é outra: ele ainda é necessário? Porque em Sergipe tem muito político que confunde reconhecimento com renovação de contrato. O povo agradece o passado, mas vota pelo presente.

Por isso, a reeleição de Luciano Bispo deve ser encarada com cobrança dura. Ele tem experiência, base e articulação, mas precisa provar que ainda entrega algo novo. Se for apenas para manter tradição, ocupar espaço e repetir o mesmo roteiro, o eleitor de Itabaiana pode perguntar com acidez de feira: Luciano, o senhor quer servir ao povo ou só não quer largar o osso?

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