Lula embarcou rumo ao G7 no Canadá com uma pauta ambiciosa: falar de segurança energética, estender convites para a COP‑30 e, agora, também manifestar preocupação com o confronto Irã‑Israel, que domina o centro das atenções desta cúpula. Mas a pergunta que não cala é: o Brasil será ouvido ou vai só fazer figuração?
Diplomacia verde, diplomacia de arena
O presidente quer vender a imagem de líder ambiental. Fala bonito, posa na floresta, promete neutralidade climática. Mas quando o assunto é desmatamento, fiscalização e transição energética genuína, o discurso murcha. A Amazônia segue sendo saqueada, e o orçamento para o Ibama não acompanha a empolgação dos discursos internacionais.
Irã vs. Israel na agenda climática
A crise entre Irã e Israel – com mísseis e bombardeios desde 13 de junho – elevou o preço do petróleo e deixou o G7 tensionado. Lula pretende abordar essa questão no plenário, conectando o tema à segurança energética, para defender que não se fala em energia limpa sem paz e estabilidade. Mas será que esse discurso é visão estratégica ou só mais uma fala para inglês ver?
O G7 precisa do Brasil ou está só sendo educado?
Segurança energética virou mantra dos países ricos desde a guerra na Ucrânia. O Brasil tem o que oferecer: biocombustível, hidrogênio verde e a matriz mais limpa do G20. Mas falta estratégia. Lula fala para fora, mas negocia pouco. Quer palco, mas não tem bastidores.
COP‑30: convite ou desespero?
Paralelamente, ele quer garantir presença de peso na COP‑30, em Belém. O convite soa legítimo, mas o plano para converter isso em participação efetiva ainda precisa de mais substância.
E a oposição?
Enquanto Lula tenta manter seu inglês afiado, a direita ironiza: “gasto com hotel caro, discurso de fotógrafo, e cadê a agenda por aqui?”. Disparam que ele busca holofotes internacionais enquanto o Brasil patina em problemas reais.
O que vem por aí?
A equação é clara: se Lula quer se vender como o “presidente do clima”, precisa entregar mais do que falatório. Discurso sobre paz no Oriente Médio pode render simpatia, mas só se vier acompanhado de resultados reais. Estamos de olho — e o mundo também.
Lula vai no G7 para falar clima, COP‑30 e ainda o conflito Irã‑Israel – sarrafo alto ou manobra vazia? Comente, compartilhe e confira outras análises no Portal Fausto Leite.




