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Luto por Yago Gomes Pereira

A madrugada desta quarta-feira, 20 de maio de 2026, trouxe uma daquelas notícias que ninguém está preparado para receber. O policial civil Yago Gomes Pereira, sergipano, 33 anos, morreu dentro de uma viatura da Polícia Civil de Alagoas, em Delmiro Gouveia, durante o retorno de uma missão policial. Ao lado dele, também foi morto o policial Denivaldo Jardel Lira Moraes, de 47 anos. O suspeito, também policial civil, foi preso após os disparos. 

Yago era jovem, estudioso e visto por quem o conhecia como uma pessoa equilibrada, dedicada e vocacionada para a segurança pública. Ingressou na Polícia Civil de Alagoas em 2023, após aprovação no concurso da corporação, aparecendo em publicação oficial do certame para o cargo de escrivão. Era desses nomes que carregavam futuro, disciplina e esperança. Um sergipano que saiu de casa para servir em outro estado e honrar a farda com trabalho. 

A tragédia, segundo as primeiras informações divulgadas pela imprensa alagoana, ocorreu quando os três policiais retornavam de uma diligência designada na região de Delmiro Gouveia. Yago estaria no volante, no banco da frente da viatura, quando o colega que seguia no banco de trás teria efetuado os disparos. A hipótese inicial de surto foi citada entre as linhas de investigação, mas o caso ainda depende de apuração completa, perícia e conclusão oficial. 

Fica a dor de uma família, de amigos, de colegas de farda e de Sergipe, que perde um filho ainda em plena construção de sua história. Yago queria crescer na carreira, sonhava com novos concursos e tinha, segundo relatos próximos, o desejo de seguir avançando na polícia. Morreu cedo demais, de forma brutal demais, deixando uma pergunta que nenhuma investigação conseguirá responder por inteiro: como uma missão de trabalho terminou arrancando a vida de dois policiais dentro da própria viatura?

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