A entrevista que incendiou a política brasileira e acendeu a raiva da Casa Branca
Alexandre de Moraes resolveu mandar o recado sem filtro: em entrevista exclusiva ao The Washington Post nesta segunda-feira (18), o ministro do STF afirmou que não existe a menor chance de recuar um milímetro, mesmo diante das sanções impostas pelos Estados Unidos.
O recado é direto, cortante e cheio de implicações: Washington pode retirar seu visto, aplicar tarifas de 50% sobre produtos brasileiros ou carimbar seu nome na Lei Magnitsky — nada disso vai frear o que ele chama de defesa da democracia.
O “xerife da democracia” em ação
O jornal americano descreveu Moraes como “o juiz que se recusa a ceder à vontade de Trump”. Não por acaso: ele foi quem barrou o avanço de grupos ligados ao ex-presidente Bolsonaro, suspendeu plataformas como o X, mandou o ex-presidente para prisão domiciliar e enquadrou governadores omissos após os ataques golpistas de 8 de janeiro.
Para ele, tudo faz parte de um projeto de proteção institucional. E quem acha exagero, ele rebate com números: mais de 700 decisões suas foram revisadas pelo STF e nenhuma foi derrubada.
Sanções americanas: dor ou vacina?
As medidas impostas por Joe Biden e endossadas por Trump soaram como humilhação diplomática. O ministro perdeu o direito de entrar nos EUA, viu produtos brasileiros taxados e foi acusado pela Casa Branca de ser “juiz e júri” em uma “caça às bruxas ilegal”.
Moraes, no entanto, tratou tudo como um obstáculo necessário:
“Isso é agradável? Claro que não. Mas… a investigação continuará enquanto for necessária.”
Na sua leitura, as sanções não enfraquecem: funcionam como uma vacina contra o autoritarismo.
A democracia na berlinda
Se para parte da sociedade Moraes virou o guardião da Constituição, para outros ele encarna o risco de um superpoder togado. Até nomes históricos como Marco Aurélio Mello já criticaram sua postura, alertando para a “deterioração da instituição” STF.
Moraes parece indiferente. Minimiza ataques, evita o inglês com a ajuda de tradutores, mas cita Jefferson, Madison e Jay como inspirações. Segundo ele, o problema não está em suas ações, mas nas “narrativas falsas” que intoxicaram a relação Brasil-EUA.
Entre herói e vilão: quem é Alexandre de Moraes?
Seus críticos o acusam de personalizar o poder; seus defensores o chamam de último anteparo contra a barbárie. Na prática, Moraes deixou claro ao Washington Post: enquanto o Brasil estiver sob risco de retrocesso democrático, ele não pretende arredar o pé.
E você, leitor: Moraes é o xerife que impede a volta do autoritarismo ou um juiz que concentra poder demais? Comente, compartilhe e puxe o debate.
Fontes Principais
- The Washington Post
- UOL
- Gazeta do Povo
- Infomoney




