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Rio de Estância amanhece tomado por peixes mortos: quem vai pagar o pato?

A morte em massa de peixes no rio que corta Estância, no sul de Sergipe, deixou a cidade em alerta neste fim de semana. Segundo pescadores, a tragédia ganhou corpo na manhã de sábado, 12 de julho de 2025, quando centenas de peixes boiaram à deriva — um cenário apocalíptico que expõe uma falha gritante na fiscalização ambiental da região.

Investigação deflagrada, menos respostas

Na segunda-feira, 14 de julho, a Prefeitura enviou uma equipe técnica ao rio para coletar amostras de água, peixes e outros dados que possam embasar a atuação dos órgãos estaduais e federais. Oficialmente, as análises continuam para identificar o que matou a fauna aquática. Mas, convenhamos, isso é arrastar o tapete sobre um problema que grita por ação imediata — e não por burocracia.

Moradores apontam o dedo: indústria mira e atinge?

População, pescadores e ambientalistas já levantam a hipótese de crime ambiental. E o alvo não é vago: as indústrias instaladas às margens do rio, frequentemente acusadas de despejo irregular de resíduos, estão no centro da suspeita. Não é a primeira vez: em maio deste ano, moradores do bairro Rio Fundo denunciaram uma mortandade semelhante. À época, uma cervejaria local admitiu um “vazamento de solo” e chegou a paralisar temporariamente a produção.

Repercussão online: indignação e cobranças

Nas redes sociais, o caso viralizou. Ambientalistas de ONGs como os Voluntários Ecológicos afirmam que a causa mais provável é o despejo de produtos químicos. A indignação popular, dessa vez, não parece disposta a recuar diante de mais um relatório inconclusivo. E os moradores não querem meias respostas: exigem punição imediata e fiscalização de verdade.

Os próximos passos — ação ou lenga-lenga?

O Ibama se comprometeu a atuar em conjunto com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, com possibilidade de aplicar multas, interditar atividades suspeitas e aprofundar as análises no rio. Já o Ministério Público acompanha os casos — inclusive o anterior envolvendo a cervejaria — e pode instaurar inquérito por conduta lesiva ao meio ambiente.

Mas no calor da indignação, uma pergunta ecoa: vamos passar a régua em mais uma tragédia anunciada ou fingir que a natureza reserva sua fúria para depois?

Comente e compartilhe para que as autoridades não façam vista grossa.


Fontes Principais

  • Infonet
  • Xodó News
  • Sergipe Notícias

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