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Mosqueiro pertence a Aracaju ou São Cristóvão? A disputa que ninguém quer resolver

Enquanto você tenta pagar o IPTU e pega ônibus lotado no Mosqueiro, Aracaju e São Cristóvão travam uma briga de décadas para decidir: afinal, de quem é a Zona de Expansão?

Ontem, em mais uma audiência pública com cheiro de novela sem fim, a prefeita de Aracaju, Emília Corrêa, e o vice Ricardo Marques resolveram fazer barulho — e colocar a decisão no colo da população.

Sim, eles querem plebiscito. E sim, parece que ninguém mais quer assumir a bronca sozinho.


A confusão geográfica que virou guerra política

A disputa gira em torno da Zona de Expansão de Aracaju, onde ficam bairros como Mosqueiro, Robalo, Areia Branca e adjacências. Apesar de toda a infraestrutura, coleta de lixo, escolas e até transporte coletivo serem oferecidos por Aracaju há décadas, a Prefeitura de São Cristóvão decidiu acordar tarde e gritar: “Ei, isso é nosso!”

Resultado? Uma ação judicial que obrigou o IBGE a corrigir os mapas oficiais e reavaliar os limites territoriais entre os dois municípios. Uma decisão que, se pender para São Cristóvão, pode chacoalhar o bolso e o cotidiano de milhares de moradores.


Emília e Ricardo: a dupla que quer jogar a batata quente no povo

Durante a audiência, realizada na Assembleia Legislativa de Sergipe, Emília Corrêa defendeu um plebiscito. Segundo ela, é a forma mais democrática de resolver a situação.

“A população deve decidir a quem quer pertencer. Esse é um direito básico. Não dá para viver nessa insegurança jurídica”, afirmou a prefeita, com aquele tom de quem sabe que o abacaxi é grande demais para descascar sozinha.

Já o vice-prefeito Ricardo Marques foi direto: “Os serviços públicos são prestados por Aracaju. E isso precisa ser respeitado.” Ele também deixou claro que, independentemente da confusão cartográfica, a gestão atual vai continuar tratando a Zona de Expansão como parte da capital.


E se Mosqueiro virar São Cristóvão?

Se a Justiça der razão a São Cristóvão, os efeitos vão muito além de uma troca de CEP. Estamos falando de:

  • Mudança na arrecadação de impostos;
  • Reorganização de infraestrutura básica;
  • Possível corte ou transferência de serviços públicos;
  • Impacto direto no plano diretor urbano de Aracaju.

Na prática, é como se os moradores acordassem um dia e tivessem que aprender um novo hino municipal.


Plebiscito resolve?

Resolver até resolve. Mas fazer um plebiscito acontecer exige articulação com o Tribunal Regional Eleitoral, orçamento específico e, claro, vontade política — o que tem faltado em larga escala nos últimos anos.

Enquanto isso, quem mora no Mosqueiro segue na encruzilhada: paga imposto para Aracaju, ouve promessas de São Cristóvão e vive numa área que oficialmente ninguém sabe de quem é.


E aí, Mosqueiro é Aracaju ou São Cristóvão?

Talvez nem o IBGE saiba responder com firmeza. Mas o povo sabe bem quem coleta o lixo, quem atende no posto de saúde e quem some na hora do aperto.

Se querem que a população decida, que tal começarem a ouvir de verdade?


Você mora no Mosqueiro ou em algum bairro da Zona de Expansão? O que acha dessa disputa? Comenta lá no site e compartilha essa matéria com aquele vizinho que ainda acha que vive em São Cristóvão sem saber.


Fontes oficiais:

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