Ô, Sergipe, que noite para abraçar o amigo flamenguista! O Flamengo empatou novamente em 0 a 0 com o Estudiantes e caiu por 3 a 2 nos pênaltis, no Maracanã. A final ficou para os argentinos, contra o Palmeiras. Para quem sonhava com a taça, sobrou aquele silêncio danado de triste depois do último chute.
Jorginho, Paquetá e Bruno Henrique pararam em Muslera. Três defesas, três pancadas no coração rubro-negro. O goleiro fechou a porta, guardou a chave e deixou uma nação inteira do lado de fora. Quem esperava gritar gol precisou engolir o grito. E olha que grito preso dói mais quando a camisa está vestida e a esperança ainda está quente.
Na resenha sergipana, dá para imaginar a cena no Bar do Cabeça e no Pastel Sol: todo mundo saindo chorando, o pastel esfriando e o guardanapo promovido a lenço. O chororô foi grande, minha gente! Até o vascaíno, veterano em consolar o próprio coração, teria oferecido o ombro. Mas só depois de perguntar, com aquela delicadeza: “Oxente, vocês também sabem perder?”
Pois é, Nação: nem sempre se ganha. Desta vez, o Flamengo deu adeus, e a festa mudou de endereço. Hoje cabe a brincadeira, mas cabe também respeitar quem foi dormir com os olhos marejados. Torcer é isso: a gente promete não sofrer mais e, no jogo seguinte, veste a camisa outra vez. Em Sergipe, o café amanheceu amargo. A paixão, essa continua sem cura.




