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O marketing do mal nas eleições 2026

O marketing do mal está solto. Soltinho, leve, dançando nos bastidores das próximas eleições como se fosse uma novela ruim, daquelas que a gente já sabe o final, mas finge surpresa pra ver até onde o roteiro vai. Nos últimos dias, o jornalista Cláudio Nunes, em sua coluna diária no Portal da Infonet, acendeu o alerta vermelho. Disse ter fontes seguras dentro do PT afirmando que esse “marketing do mal” teria desembarcado em Sergipe com malas, microfones e memes prontos para o ataque.

E aí entra a Vivisão, sempre afiada, que em seu portal acusou expressamente o PT e o senador Rogério Carvalho de terem iniciado essa operação de bastidor, aquela velha guerra suja de apelidos, insinuações e perfis falsos, que circula mais rápido que áudio de zap em grupo de família. “Rogério Carvalho anda apelidando os seus colegas parlamentares, inclusive o candidato ao senado André Moura”, disse Vivisão, em tom direto e sem meias palavras.

Grave? Grave é pouco. É perigoso. Porque, sejamos francos, o marqueteiro do mal não trabalha com ética, ele trabalha com algoritmo. E onde falta consciência, sobra estratégia. Então, que abram os olhos todos os políticos deste Estado: o governador Fábio Mitidieri, os adversários Valmir de Francisquinho, Tiago de João, o ex-deputado André Moura(o mais atacado no momento, diga-se de passagem), o senador Alessandro Vieira, o Rodrigo Valadares, o Adailto Souza, o Edvaldo Nogueira e, sim, o próprio senador Rogério Carvalho, que segundo a blogueira Vivisão, teria iniciado a onda.

A política sergipana está num ponto em que o inimigo pode ser seu ex-marqueteiro, e o fake news pode vir disfarçado de piada eleitoral. Por isso, abram os olhos, senhores candidatos. É hora de colocar o jurídico na mesa e discutir algo fundamental: acordos de confidencialidade entre políticos e marqueteiros. Porque, às vezes, o profissional que sempre trabalhou num grupo, quando muda de lado, leva na bagagem informações que não cabem em contrato, mas podem caber num dossiê.

Neste toar faz-se necessário que os candidatos, principalmente os majoritários, conversem com seus jurídicos e montem uma plataforma de combate à fake news. Essa estrutura deve atuar de forma preventiva e reativa: monitorando publicações, apresentando denúncias formais e ingressando com ações criminais sempre que necessário. É dessa forma que se evita que fatos distorcidos, ataques covardes e campanhas de desinformação tomem conta da eleição e confundam o eleitor. Combater o fake news é defender a democracia e a própria reputação antes que ela seja triturada no liquidificador digital.

Não é questão de paranoia, é de prudência. A história já mostrou que o “amigo de ontem” pode ser o autor do meme de amanhã. E aqui vai o lembrete prático: a Delegacia de Crimes Cibernéticos, sob o comando do delegado André Baronto, tem feito um trabalho sério. Casos de fake news estão sendo investigados, nomes estão sendo descobertos, e sim, há penalidades. Recentemente, um caso de fake news contra a deputada Linda Brasil foi desvendado e serviu de aviso: internet tem rastro, e mentira tem dono.

Portanto, antes de compartilhar, pense. Antes de atacar, cheque. E antes de contratar, investigue. O marqueteiro do mal pode ser divertido no café, mas perigoso no palanque. Porque, no fim das contas, a verdade, mesmo com ironia, ainda é o marketing mais eficaz que existe. Comente e opine.

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