O vereador Pastor Diego levou à tribuna da Câmara Municipal de Aracaju um tema que o Brasil inteiro precisa ouvir sem fazer cara de paisagem: a violência política deixou de ser ruído de campanha e passou a ser ameaça real ao exercício do mandato. O atentado contra o vereador Cabo Deyvison, em Mossoró, mostra que fiscalizar serviço público, denunciar problemas e cobrar providências virou, em alguns lugares, quase esporte radical. Só faltava o parlamentar precisar de colete para visitar uma UPA.
Ao manifestar solidariedade ao vereador potiguar e cobrar resposta rápida das autoridades, Pastor Diego tocou numa ferida nacional. Quando um representante eleito é atacado durante atividade pública, quem leva o tiro simbólico é a democracia. Não importa partido, cidade ou ideologia. Hoje é um vereador no Rio Grande do Norte. Amanhã pode ser qualquer parlamentar que resolveu fazer o básico: sair do gabinete, olhar a realidade e incomodar quem prefere tudo quietinho, escuro e sem fiscalização.
Em Aracaju, Pastor Diego tem se destacado por entrar em pautas espinhosas sem pedir licença ao politicamente confortável. Já tratou da proteção de crianças e adolescentes em eventos com conteúdo inadequado para menores, defendeu suas convicções religiosas e políticas, e agora amplia o debate para a segurança de quem exerce mandato fiscalizador. Concorde se ou discorde se dele, há um ponto evidente: o vereador não tem fugido da arena. E política sem arena vira reunião de condomínio com microfone caro.
No mesmo pronunciamento, Pastor Diego também celebrou a assinatura da ordem de serviço para as obras do Recanto dos Cajueiros, no bairro Marivan, iniciativa da prefeita Emília Corrêa aguardada há anos pela comunidade. Drenagem, mobilidade urbana, esgotamento sanitário e acessibilidade não são luxo de planilha bonita. São dignidade chegando na rua, na porta de casa, no caminho da escola, no trajeto do trabalhador. Para quem mora no bairro, obra pública não é discurso. É lama que deixa de entrar no sapato.
A fala de Pastor Diego une dois pontos que parecem distantes, mas não são: segurança institucional e dignidade urbana. De um lado, o alerta de que a violência política não pode ser normalizada. Do outro, a lembrança de que mandato também se mede por entrega concreta ao povo. No fim, a mensagem é simples: democracia não vive só de eleição. Vive de vereador fiscalizando, comunidade cobrando, obra saindo do papel e autoridade tendo coragem de falar o que muita gente prefere varrer para debaixo do tapete.





Uma resposta
Bom dia em vêz de voce mesmo i fiscaliza porque não começa a cobrar para os órgãos fiscalizado sai da suas salas e faze o trabalho para que eles foram nomeado e se não tão fazendo o trabalho demitam e contate realmente quer fazer o trabalho