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PDT pula fora da disputa federal e Luiz Roberto vira cabo eleitoral de luxo

O PDT jogou a toalha. Sem chapa para deputado federal, o partido deu lugar às articulações de bastidores. Quem falou sem rodeios foi Luiz Roberto, secretário de obras do governo de Sergipe, que cravou: “Sou agora um cabo eleitoral de Catarina Feitosa”.

A declaração pegou parte da base de surpresa. Luiz, até então cotado como possível nome na disputa, avisou ao seu líder, Edvaldo Nogueira, que não será candidato. Em vez disso, vai usar seu capital político para turbinar a campanha de Catarina, que tenta se firmar no tabuleiro da sucessão.

PDT sem rumo, mas com lealdade seletiva

Luiz Roberto não poupou palavras. Falou em abandono dentro do PDT e criticou a debandada de alguns vereadores que, segundo ele, viraram as costas para o partido. Sobrou até para aliados históricos.

Mas houve um nome salvo da queimação: Fábio Meirelles. Para Luiz, ele é “o único que manteve posição, princípios e direitos”.

“Fábio Meirelles tem um posicionamento único. Foi leal ao PDT e não se dobrou à conveniência”, disse o secretário.

Obra na Tancredo: promessa ou cortina de fumaça?

No mesmo tom de “sinceridade sem freio”, Luiz ainda revelou uma obra que está “sendo estudada”: uma alternativa à Avenida Tancredo Neves, que promete desafogar o trânsito na região.

Só que, até agora, não se sabe custo, projeto ou cronograma. Ou seja: pode ser só mais uma promessa de gaveta, útil para discurso e confete.

Reaproximação com selo “Mitidieri unifica”

Luiz Roberto também tirou do bolso outro bastidor: foi ele o articulador da reconciliação entre Edvaldo Nogueira e André Moura — dois nomes que já andaram em lados opostos, mas agora, segundo ele, estão “no mesmo time”.

“Todos são Fábio Mitidieri. Todos, por um grupo só, serão vencedores”, garantiu.

A fala reforça a tentativa de alinhar aliados em torno de um único nome para manter o poder — uma estratégia comum, mas agora com cara de frente ampla forçada.

Surpresa com Cauê: fogo amigo?

No fim, Luiz ainda demonstrou surpresa com a decisão de Cauê — ex-aliado — de aderir ao grupo de Rogério Carvalho, pré-candidato da oposição. O movimento foi lido por Luiz como traição súbita, e talvez até pessoal.

No xadrez político sergipano, quem não se move rápido fica para trás. E Luiz Roberto, ao que tudo indica, não pretende assistir esse jogo da arquibancada.


E aí, leitor: é estratégia ou desespero? Luiz Roberto virou guru eleitoral ou está limpando a própria barra?
Comente, compartilhe e continue acompanhando os bastidores mais ácidos da política sergipana aqui no Portal Fausto Leite.


Fontes principais:

  • Instagram de Luiz Roberto
  • Entrevista concedida em evento político
  • Relatos públicos de aliados do PDT

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