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Plenário reaquece com discursos, cobranças e até carro-pipa: agosto começa quente na Câmara

A Câmara Municipal de Aracaju voltou do recesso com novos ares e quem comanda a batuta é Ricardo Vasconcelos, que reassume a presidência da Casa com mais técnica e mais escuta. Agora, com o jaleco de clínico geral do Regimento Interno, Ricardo troca a receita do microfone por diálogo com seus pares, conduzindo os trabalhos com firmeza, mas com o termômetro na mão: sentindo o clima, ouvindo as demandas e costurando consenso. Foi nessa toada que o Grande Expediente virou palco de discursos afiados, vídeos em telão, drones imaginários e desabafos de todos os tipos. E se alguém achou que agosto começaria morno, errou de plenário: teve cobrança com humor, crítica com aplauso, e até carro-pipa entrando na pauta. A seguir, os vereadores em ação, um por um, no palco da democracia local.

Iran Barbosa (PSOL): o fiscal do concurso e professor do cronograma – O vereador Iran voltou das férias legislativas como quem volta de greve: com discurso pronto e planilha na mão. Fez o chamado de voz e cobrou a convocação dos 250 professores que ainda não foram chamados. A gestão convocou 175 dos 425 previstos no concurso e Iran não deixou barato: “Escola sem professor é igual a plenário vazio: não rende!” Além disso, fez saudação democrática e reafirmou o amor eterno à Constituição, porque sempre cabe um preâmbulo pedagógico no início da aula — quer dizer, da sessão.

Levi Oliveira (PP): o vereador multitarefa — do mutirão ao cano seco – Levi subiu com vídeo, microfone, palmas e cobrança. E parabéns também!
Começou aplaudindo a chegada de Marcel Azevedo e logo puxou o replay do mutirão de saúde com Fábio Meireles no bairro Soledade. Segundo ele, mais de 400 atendimentos. Se fosse show, dava pra lotar teatro. Como foi ação social, ganhou vídeo no telão. Mas o humor acabou quando entrou em pauta a falta d’água no Bugio: “Carro-pipa não é presente, é emergência! Bugio está seco!” Levi pediu caneta e obra. E ainda mandou recado sobre a escola parada no São Conrado. Quando o encanamento estoura e o cronograma atrasa, Levi aparece.

Lúcio Flávio (PL): o homem das câmeras, dos vídeos e da pauta quente – Se tivesse nome artístico, seria Lúcio Vídeo. Foi pra tribuna com um combo completo: posse de professor, visita ao Brisa Mar, formação de porteiro, reinauguração de escola e até vigilância digital: “Aracaju está cercada de câmeras com reconhecimento facial e de placa. Só falta agora câmera na consciência de quem promete e não entrega!” E o clímax veio com a treta dos ônibus elétricos. Lúcio botou fogo no tabuleiro do Tribunal de Contas: “Um conselheiro decide uma coisa, o outro decide o contrário e o procurador diz que pode ser nulo. A novela é tão longa que já merece trilha de abertura.” E pra fechar com polêmica no volume máximo: lamentou a prisão de Bolsonaro, jogando para a plateia bolsonarista com um sorrisinho cívico no canto da boca.

Marcel Azevedo (PSB): o novato com alma de plantonista – Recém-empossado, Marcel subiu na tribuna com jaleco de vereador e coração de enfermeiro. Começou agradecendo a acolhida na Casa e foi direto no que interessa: “Hoje é Dia Nacional da Saúde e, sinceramente, tá mais pra dia nacional da resistência.” Disse que não vai ser só mais um no plenário: vai ser voz ativa dos profissionais de enfermagem. Cobrou estrutura, jornada justa, salário digno: “Quem cuida, precisa ser cuidado.”
Deu a senha pra quem quiser seguir o voto da saúde nas próximas eleições.

Sônia Meire (PSOL): A incendiária do plenário – Sônia voltou do recesso ligada no 220V. Com microfone em punho, deu entrada direto na ala das polêmicas: “Bolsonaro foi preso, e isso é só o começo!”
Com gosto e sem anestesia, tratou o ex-presidente como réu de prontuário cheio, tentativa de golpe, organização criminosa e afins. Mas não parou por aí. Teve também defesa da Petrobras, fala contra a privatização, menção à marcha das mulheres indígenas com 7 mil participantes e uma bronca pública na secretária de Educação Edna Amorim: “Mais de 2 mil crianças no cadastro de reserva! Vão esperar vaga ou milagre?”

Ricardo Vasconcelos (PSD): o clínico geral do plenário – Ricardo chegou com receituário completo pra saúde pública. Quer reabrir o posto no Calçadão da 13 de Julho com desfibrilador e tudo. Exigiu gineco, obstetra, pediatra, dentista e até neurologista nas UBS: “Saúde básica precisa de gente especializada, não só termômetro e álcool gel!” De quebra, pediu novo concurso pra reforçar a equipe. Porque, segundo ele: “Servidor sobrecarregado não cura ninguém.”

Selma França (PSD): voz firme no “Agosto Lilás” – Selma chamou atenção para o combate à violência contra a mulher e soltou: “O mês é lilás, mas as estatísticas ainda são vermelhas de sangue.”Cobrou mais ação do Estado, elogiou Érica Mitidieri e Daniele Garcia pelos avanços, mas reforçou que elogio não apaga trauma.

Sargento Byron (MDB): o fiscal da Orla e da Expansão – Sgt. Byron foi da Atalaia ao Robalo sem escalas. Reclamou da falta de banheiros nos eventos da Orla e pediu contrapartidas pra quem vive por lá. Depois, desceu pro Robalo e outros bairros da Zona de Expansão, que seguem enfrentando lama, buraco e promessa vazia: “Não é só festa, é estrutura! Depois do show, o povo ainda mora na cidade.”

Thannata da Equoterapia (Mobiliza): a defensora do BPC – Thannata subiu na tribuna com voz de alerta contra a MP 1296. Disse que rever o BPC é brincar com quem já vive no fio da navalha:“Cortar benefício de quem vive com um salário-mínimo é crueldade embalada em PowerPoint.” Com direito a indignação e defesa dos idosos e PCDs de baixa renda, mandou recado para Brasília sem meias palavras.

Vinícius Porto (PDT): futebol, reflexão e elogios – Vinícius Porto (PDT) entrou em campo no Grande Expediente como torcedor do Confiança e saiu como comentarista político genérico. Comemorou vitória na Série C como se fosse Copa do Mundo, aplaudiu obras do governador sem dizer o impacto real e, ao falar da prisão de Bolsonaro, deu aquele drible clássico: falou sem se comprometer. Tocou de lado, não resolveu nada. Posição? Meio-campo. Participação? Duvidosa.

Alex Melo (PRD): o maratonista da tribuna – Com medalha moral no peito, Alex agradeceu melhorias na Praça Nivaldo Menezes e contou com orgulho que participou de uma meia maratona: “O esporte salva vidas e votos — quer dizer, almas!” Na pegada motivacional, seguiu defendendo o esporte como ferramenta social.

Anderson de Tuca (União Brasil): fralda, futebol e cobrança – Tuca foi do esporte à saúde sem escalas. Mandou emenda pra fraldas geriátricas e ainda cobrou melhorias na Orla e na 13 de Julho:“Se não dá pra correr maratona, pelo menos que se possa andar com dignidade!”

Bigode do Santa Maria (PSD): o São João é do povo, e o povo é dele – Fechando a sessão com pandeiro e sanfona imaginária, Bigode parabenizou Selma pelo evento cultural e chamou todo mundo pro “São João do Povo” no dia 9: “Cultura é renda, é alegria e é voto cantado!”

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