PUBLICIDADE

Prefeito de Socorro dá “presente de Natal” com gosto de tapa na cara: professores acampam em desespero

Prometeu educação como prioridade. Entregou desmonte. Foi assim que a gestão de Samuel Carvalho, em Nossa Senhora do Socorro (SE), encerrou seu primeiro ano no poder: com professores chorando, acampados e revoltados, enquanto a Câmara aprovava um projeto que desmonta direitos básicos da categoria.

Logo ele — que, lá em 1º de janeiro, subiu no palanque dizendo que faria da educação sua maior entrega. Doze meses depois, entrega mesmo só a indignação da categoria e o caos na rede municipal.

Projeto de Lei aprovado muda tudo — e não para melhor

O estopim do caos? O Projeto de Lei nº 161/2025, aprovado às pressas pela Câmara, que altera o Estatuto do Magistério e o Plano de Cargos e Carreiras. Em português claro: ataca o triênio, congela regência de classe, mexe no terço de planejamento e transfere para decreto o que deveria estar em lei. Tradução: dá ao prefeito e ao secretário de Educação poder de rei sobre o futuro da categoria.

Nem a maquiagem de “criação de cargos para concurso” acalmou os ânimos. Na prática, o projeto retira direitos históricos e desmonta garantias duramente conquistadas pelos professores municipais nos últimos 15 anos.

A resposta veio das ruas — e da ocupação

Sem diálogo e cansados de promessas vazias, os professores partiram para a ação. No dia 11 de dezembro, ocuparam a sede da Secretaria de Educação. Mas não foi só protesto de cartaz. Foi vigília. Acampamento. Resistência.

Choraram. Gritaram. Dormiram no chão. Tudo por respeito. Tudo por uma educação que não pode ser tratada como moeda de troca política.

Vídeos que circulam nas redes mostram professoras emocionadas, cercadas por grades e pela indiferença de uma gestão que prometeu escuta e entregou silêncio.

O que o prefeito disse?

A gestão de Samuel diz que o projeto não reduz salários e que o objetivo é preparar o município para um concurso público. Mas esquece de mencionar que ao transferir direitos para decretos, abre-se brecha para mudanças arbitrárias e até perseguições políticas disfarçadas de gestão técnica.

O velho discurso: “não estamos retirando nada”. Só que estão mudando onde esses direitos estão escritos — e isso faz toda diferença.

Educação como prioridade? Só se for no discurso

É esse o legado da “melhor gestão da história”? Professores humilhados, em pleno fim de ano, tendo que ocupar prédio público para serem ouvidos?

Pelo visto, em Socorro, o presente de Natal dos educadores veio embrulhado em papel de projeto de lei — e recheado de retrocesso.


E agora, leitor?

Você concorda com o que a gestão de Socorro está fazendo com seus professores? O que isso diz sobre a educação pública no Brasil? Comente abaixo e compartilhe essa matéria para que mais pessoas saibam o que está acontecendo.


Fontes principais:

  • SINTES/SE
  • SINDIPEMA
  • F5 News
  • Fan F1
  • Jessinho News

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *