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Professores atacados em Socorro, deputados reagem na Alese e apontam retrocesso geral em Sergipe

Quando um projeto de lei começa a gerar mais indignação do que soluções, já sabemos que tem coisa errada aí. E foi exatamente isso que aconteceu em Nossa Senhora do Socorro, onde professores da rede municipal estão sendo alvos de um pacote de maldades travestido de “reforma”.

Durante a sessão da Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese) nesta terça-feira (16), o clima esquentou. Deputados usaram a Tribuna para denunciar o que chamaram de ataques diretos aos direitos históricos dos educadores, além de alertarem para a crise no abastecimento de água que segue castigando os sergipanos mais pobres. Dois temas que, ao contrário do que muita gente pensa, têm muito em comum: o desmonte dos serviços públicos e o desrespeito à população.

O projeto que ameaça 15 anos de conquistas

A protagonista do protesto é a Lei nº 161/2025, aprovada pela Câmara Municipal de Socorro a toque de caixa, sem qualquer diálogo com a categoria. O projeto foi enviado pelo prefeito Samuel Carvalho, e segundo os professores, representa um verdadeiro atentado contra a dignidade da profissão docente.

A deputada Linda Brasil (PSOL) foi direta: o texto prevê redução de piso salarial, congelamento de triênios, corte de gratificações e até o risco de perseguições políticas, já que o prefeito e a secretária de Educação, Adriana Carvalho, ganham autonomia para definir regras da carreira por decreto.

Não à toa, a parlamentar classificou a medida como “grave ataque aos direitos do magistério”. E foi além: cobrou uma mesa de negociação imediata com os professores, que pedem ao menos o básico — serem ouvidos.

👉 Leia mais: Ataque aos direitos dos professores em Socorro

“Criminalização” e silêncio institucional

Quem também subiu o tom foi o deputado Marcos Oliveira (PL). Em discurso inflamado, ele acusou as autoridades de criminalizarem os professores, como se fossem eles os culpados pelas mazelas do ensino público. “A classe merece diálogo, não pancada”, resumiu.

O deputado ainda aproveitou para cutucar o Governo do Estado, que — segundo ele — trata os profissionais da educação com desrespeito sistemático, enquanto os índices de qualidade só despencam.

Privatização da água: promessa de eficiência virou colapso

Mas não foi só educação que entrou na roda. A crise no abastecimento de água em Aracaju e na região metropolitana também ganhou espaço na Tribuna. E aqui, os dois deputados voltaram a convergir: a privatização do serviço, aprovada pela Alese, se provou um desastre anunciado.

Marcos Oliveira relembrou que votou contra a medida e que tudo o que a oposição alertou está se confirmando: tarifas mais altas, fechamento de escritórios, desmobilização de servidores e uma população cada vez mais sedenta, literalmente.

Linda Brasil, por sua vez, destacou que seu mandato tem cobrado explicações, acionado órgãos de controle e exigido o cumprimento do direito humano básico: água de qualidade e contínua para todos.

👉 Veja também: Deputados reagem a retrocessos na educação e no abastecimento

O fio que conecta tudo

Não é coincidência que professores sejam atacados ao mesmo tempo em que falta água na torneira. Quando o serviço público vira alvo de desmonte e lucro privado, quem sofre é sempre o mesmo lado: o da população.

Os discursos na Alese deixaram claro: a educação e o saneamento estão sendo tratados como despesa, não como investimento. E quando o governo vira as costas para quem ensina e para quem tem sede, a crise deixa de ser pontual — vira projeto de poder.


Você concorda que Sergipe está vivendo um retrocesso institucional? Acha que os professores estão sendo injustiçados? Deixe seu comentário e compartilhe a matéria com quem precisa entender o que realmente está acontecendo por aqui.


Fontes principais

  • Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese)
  • Sintese (Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Sergipe)
  • Prefeitura de Nossa Senhora do Socorro

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