O PSB em Sergipe parece ter acordado. E acordado com fome de voto.
Sob o comando de Zezinho Sobral — vice-governador do Estado e atual secretário da Educação —, o partido está em plena reconstrução e articula, sem rodeios, o retorno à Assembleia Legislativa de Sergipe e à Câmara dos Deputados em 2026.
Zezinho Sobral comanda o jogo
Zezinho assumiu a presidência do PSB em Sergipe em dezembro de 2023, com direito a ficha abonada pelo presidente nacional do partido, Carlos Siqueira. E não demorou para o novo comandante deixar claro que a sigla quer mais do que figurinha carimbada em eventos institucionais: quer cadeira, quer voto, quer representatividade.
Em abril de 2025, durante um congresso estadual do PSB, o próprio Siqueira afirmou que o partido “já tem praticamente uma chapa muito competitiva” para disputar tanto a ALESE quanto a Câmara Federal. Tradução: os bastidores estão fervendo.
Quem são os nomes?
Por enquanto, o único nome ventilado publicamente é o do vereador Elber Batalha, que pode ser lançado à disputa por uma vaga na Câmara. Mas nos bastidores, outros nomes de peso começam a circular — embora a sigla mantenha o jogo de cartas fechadas por enquanto.
Sobral, por sua vez, ainda não revelou se pretende disputar algum cargo eletivo ou se continuará atuando como articulador político. De qualquer forma, a imagem dele é a âncora da credibilidade dessa nova fase do PSB no estado.
O que está em jogo
Não é só sobre voltar a ocupar cadeiras. O que o PSB busca é retomar relevância política em um estado onde a polarização entre partidos maiores costuma ofuscar siglas médias.
Só que dessa vez, a legenda chega com uma vantagem: está no governo. Com Sobral acumulando as funções de vice e secretário, o partido consegue transitar por áreas estratégicas e fortalecer suas bases com mais agilidade.
Além disso, o PSB deve atrair novas lideranças municipais, sobretudo vereadores e prefeitos em busca de palanque e apoio em 2026.
Força ou ilusão?
Claro, montar uma “chapa forte” no discurso é fácil. Difícil mesmo é converter isso em votos — especialmente quando a disputa por cadeiras federais é feroz e exige estrutura, dinheiro, discurso e militância.
O PSB terá que provar que sua força não se limita à retórica de congresso partidário. Precisa mostrar nomes competitivos, alianças consistentes e, principalmente, presença nas ruas.
E o eleitor, entra onde?
Se esse plano do PSB emplacar, teremos uma peça nova (ou repaginada) no xadrez político de Sergipe. E isso muda o cenário de alianças, de prioridades e até de projetos futuros no Estado.
A pergunta que fica é: será que o eleitor sergipano está pronto para confiar no novo PSB de Zezinho Sobral?
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Fontes:
PSB Nacional, Assembleia Legislativa de Sergipe, Portal da Educação de Sergipe, Câmara Municipal de Aracaju, Wikipédia.




