Com uma trajetória marcada pela técnica, pelo compromisso público e pela vivência prática da advocacia, Arício Andrade representa o perfil de uma advocacia madura, experiente e verdadeiramente conectada às realidades do cotidiano forense. Advogado militante há 16 anos e Procurador do Município de Aracaju desde 2009, ele une o olhar do profissional de carreira com o da advocacia que atua na linha de frente da Justiça.
Formado em Direito, foi serventuário do Tribunal de Justiça de Sergipe entre 2005 e 2009, o que lhe deu profundo conhecimento sobre o funcionamento interno do Judiciário. Na Procuradoria, exerceu as chefias da Procuradoria Fiscal e da Procuradoria Cível, acumulando experiência tanto na defesa institucional quanto na aplicação prática do Direito Administrativo.
Na Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Sergipe, Arício foi Conselheiro, presidiu a Comissão de Assuntos Legislativos e integrou diversas comissões, incluindo a de Direitos Humanos. No Conselho Federal da OAB, foi membro das Comissões da Advocacia Pública e de Acompanhamento Legislativo. Também presidiu a Associação dos Procuradores do Município de Aracaju por dois mandatos, além de integrar o Instituto de Direito Administrativo de Sergipe e o Instituto Brasileiro de Advocacia Pública.
Com essa bagagem, Arício Andrade firma o compromisso de representar a advocacia sergipana com dignidade, competência e humanidade, levando ao Tribunal de Justiça uma visão sensível às dificuldades diárias dos advogados e advogadas, à valorização dos honorários, à defesa das prerrogativas e à promoção de políticas afirmativas e de paridade. Passemos à entrevista:
Portal Fausto Leite: Qual a sua compreensão sobre a função constitucional do Quinto e de que forma o senhor(a) acredita que essa representação pode fortalecer a harmonia entre os Poderes e a democracia no Estado de Sergipe?
Arício Andrade: O Quinto Constitucional é a concretização da ideia de que a Advocacia é essencial à administração da Justiça. No caso, é a oportunidade para a advocacia indicar alguém que efetivamente conheça e represente a classe no Tribunal, exercendo o poder de decisão no âmbito administrativo do Poder Judiciário, e não apenas na atuação processual. Portanto, eu acredito que este espaço deve ser ocupado por um advogado efetivamente militante, que conheça a realidade comum da advocacia, suas dificuldades em todas as instâncias, do interior à capital, dos Juizados Especiais ao Tribunal. E dessa forma se fortalece democracia e a cidadania na nossa República.
Portal Fausto Leite: Caso chegue ao Tribunal de Justiça, quais critérios pretende adotar para garantir imparcialidade e independência em julgamentos que envolvam interesses políticos, econômicos ou de grandes grupos locais?
Arício Andrade: Adotarei os critérios e a conduta que já venho adotando há mais de 20 anos na minha vida profissional, sendo 4 anos como servidor do TJSE e mais de 16 anos como advogado militante e Procurador do Município de Aracaju, sempre com humanidade, honestidade, independência, impessoalidade, determinação, capacidade técnica e acolhimento.
Portal Fausto Leite: Quais são suas propostas ou compromissos concretos para aproximar o Judiciário do cidadão comum, promovendo transparência, celeridade e acesso à Justiça em Sergipe?
Arício Andrade: Meus compromissos são de estimular a participação efetiva do Poder Judiciário no enfrentamento ao desemprego e à falta de oportunidades, sobretudo em favor de jovens advogados, envolvendo os municípios através da prestação de assistência jurídica aos seus munícipes que não possuem capacidade econômica de contratar advogados e que ainda não estejam assistidos pela Defensoria Pública. Assim, o Judiciário pode estender a mão ao cidadão mais pobre, ajudar a estimular a empregabilidade dos jovens advogados e, portanto, participar efetivamente de uma melhoria social em todo Estado.
Portal Fausto Leite: Muitos criticam o Quinto Constitucional como espaço de influência política. Como o senhor(a) responde a essa crítica e de que forma pretende garantir que sua atuação será pautada exclusivamente pela técnica e pela ética?
Arício Andrade: Nunca permiti, não permito e jamais permitirei que a minha caneta seja delegada a qualquer influenciador externo que não seja o dever de promover justiça. Sigo sempre firme, pautado nas leis, no direito, na dignidade da pessoa humana, no desenvolvimento das políticas públicas que beneficiem a coletividade e o bem comum.
Portal Fausto Leite: Em sua trajetória profissional, qual caso, ato ou projeto o senhor(a) considera mais relevante para demonstrar sua capacidade de contribuir para o Tribunal de Justiça? E que legado pretende deixar se for escolhido(a)?
Arício Andrade: Não considero apenas um caso ou ato, mas, sim, a minha trajetória profissional de mais de 20 anos, sendo 16 anos de advocacia militante, com muita dedicação, conquistas meritórias, honestidade, lealdade com os colegas, amor ao próximo e submissão aos propósitos de Deus. Se escolhido, deixarei um legado de muita dedicação ao trabalho, honestidade, discrição, humanidade e respeito à minha história e às minhas origens.
Na “Floresta Jurídica”, cada candidato assume um símbolo animal que representa suas virtudes e sua maneira de caminhar pela selva do Direito. Arício Andrade é a capivara, o animal mais sociável do reino. Sereno, observador e pacificador nato, a capivara não se deixa levar pela pressa nem pelo tumulto, mas mantém o equilíbrio mesmo em meio ao barulho da floresta. Ela transita bem entre todos os grupos, convive com diferentes espécies e ensina que a força também pode estar na calma e na empatia. Assim é Arício Andrade: tranquilo, acessível e respeitado por todos os que o cercam. Como a capivara, que mergulha sem medo nas águas turvas para emergir limpa e leve, Arício tem na serenidade sua maior coragem e na convivência sua força. Ele não busca dominar o território — busca harmonizá-lo. E, no alto da montanha do Judiciário, essa é a virtude que transforma um bom advogado em um verdadeiro construtor de Justiça: a capacidade de ouvir, unir e decidir com o coração em paz e o olhar voltado para o bem comum.




